sábado, 16 de agosto de 2014

DÁDIVA DIVINA?

Supondo que estarias num mundo etéreo antes de vir para cá, dada a opção de vir (estarias consciente), virias? Com este mundo incerto e agressivo? E escolherias nascer numa tribo faminta, ou numa área de conflitos étnicos e religiosos?

Deveras, dizer que a vida, esta vida biológica, é uma dádiva divina, me parece coisa de românticos desprovidos de uma boa dose de sinceridade para consigo. Eis que não agradeço estar aqui. Preso pelo instinto de sobrevivência e autopreservação, luto para dar alegrias a mim mesmo e usufruir das alegrias dos que me cercam.

Em havendo uma tal "dádiva divina", é seletiva. Algo que não combina com uma ''vontade superior''. Entendendo-se ''superior'' como elevado, acima, melhor, misericordioso e amantíssimo.

Dádiva divina está mais para presente de gregos para troianos...

Contudo, que diferença faz pensar isso? Bem pouca. Talvez diminuísse o afluxo às igrejas, ou aumentaria o número de pessoas praticando esportes ao invés de chorarem copiosamente por milagres que nunca chegarão. Quiçá a morte fosse mais ''aceitável"!

Não sei que mundo seria esse, onde Deus fosse mais real e menos divinizado. Não sei, talvez pior, talvez melhor. A única certeza é a de que seria diferente.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

CANDIDATO À PRESIDÊNCIA, EDUARDO CAMPOS, MORRE EM ACIDENTE AÉREO

Eduardo Campos morre em Santos após queda do avião em que viajava

Jato caiu sobre casas em um bairro residencial da cidade, no litoral paulista.
Presidenciável do PSB tinha viajado para cumprir agenda de campanha.

Do G1, em Brasília
Eduardo Campos conversa com jornalistas no estúdio do G1 na segunda-feira (11) (Foto: Caio Kenji/G1)O candidato Eduardo Campos no estúdio do G1 durante entrevista na última segunda (11) (Foto: Caio Kenji/G1)
O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista. Ele tinha completado 49 anos no último domingo (vejafotos da trajetória do presidenciável).
Arte Queda avião Eduardo Campos (VALE ESTA) (Foto: Editoria de Arte / G1)
Campos tinha uma programação de campanha em Santos nesta quarta. Chovia no momento do acidente. De acordo com a assessoria do candidato, ele participaria às 8h, às 9h30 e às 14h30 de entrevistas a emissoras de televisão locais. Às 10h30, concederia uma entrevista coletiva às 12h30 participaria de um seminário sobre o Porto de Santos.
A bordo da aeronave, estavam sete pessoas, das quais cinco passageiros (entre eles Campos) e dois tripulantes. Veja a lista dos mortos:
Eduardo Campos, candidado à presidência
- Alexandre da Silva, fotógrafo
- Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor
- Geraldo da Cunha, piloto
- Marcos Martins, piloto
- Pedro Valadares Neto
- Marcelo Lira
Seis vítimas do acidente que moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos 6 vítimas do acidente, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todas passam bem.
A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civiltambém vão investigar.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou para a cidade depois de tomar conhecimento da morte de Campos. "Estamos diante de uma tragédia que entristece todo o país. Quero em nome do povo de São Paulo trazer nossos sentimentos a todos os familiares das pessoas que perderam a vida nesse acidente", afirmou Alckmin.
A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. "Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência", afirmou a presidente em nota oficial.
Os principais adversários de Campos na campanha eleitoral, Dilma e Aécio Neves (PSDB), cancelaram os compromissos de campanha.
Todos os comitês de Dilma suspenderam as atividades após a confirmação da morte. "Estou absolutamente perplexo", afirmou Aécio Neves no Rio Grande do Norte.
Nove anos antes, em 2005, no mesmo dia (13 de agosto), morreu o avô do presidenciável, Miguel Arrais, de quem Campos era herdeiro político.
Campos deixou o governo de Pernambuco em abril deste ano para concorrer à Presidência da República.
Segundo a mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, divulgada no último dia 7, ele tinha 9% das intenções de voto, atrás de Dilma, com 38%, e Aécio, com 23%.
De acordo com a legislação eleitoral, o PSB poderá registrar em até dez dias outro candidato para substituir Eduardo Campos na disputa pela Presidência da República.
A morte de Eduardo Campos repercutiu de imediato no mundo políítico.
"Estamos muito chocados com tudo", afirmou o deputado federal Marcio França (PSB), presidente do diretório estadual do partido em São Paulo.
Cronologia Eduardo Campos (Foto: Editoria de Arte / G1)
França afirmou que Campos estava acompanhado de integrantes da equipe da campanha, como jornalistas e fotógrafo. Ele relatou que a mulher de Campos e o filho não estavam no jato – eles voltaram para Pernambuco em um avião de carreira.
No perfil da Rede Sustentabilidade no Twitter, foi publicada a seguinte nota: "Todos estamos chocados com a morte de Eduardo Campos, em queda de avião hoje de manhã. Marina Silva segue agora para Santos (SP)".
A ex-senadora Marina Silva é a candidata a vice na chapa de Campos. Como o partido dela, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu registro a tempo para concorrer na eleição deste ano, ela se filiou ao PSB. Ela poderá substituir Eduardo Campos como candidata ou permanecer como vice.
No Congresso, parlamentares falaram sobre o episódio. O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) disse que foi informado da queda da aeronave pelo deputado Márcio França (PSB). "Estou atordoado. Parece que perdemos o Eduardo, uma liderança da nossa geração", declarou Delgado antes de saber da confirmação da morte.
A Aeronáutica divulgou nota informando sobre a queda do avião, que saiu do aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá, cidade vizinha de Santos.
Leia a íntegra da nota:
O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10h, uma aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.
A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Brasília, 13 de agosto de 2014.
Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

SEXO E CASAMENTO - UMA VERDADE CONSTRANGEDORA

Uma verdade muito constrangedora é o fato de que o sexo no casamento pode ser, e geralmente é, pior que o ocasional, aquele fortuito. Com certeza é pior do que com amante. Aquele minimi de que sexo com amor (como se amor fosse exclusivo do casamento) é melhor não passa de papo, ou de inexperientes, ou de quem quer passar uma imagem de fidelidade etc. Não condiz com a realidade. As pessoas mudam, tem outras necessidades com a idade. Vamos aos fatos.

Primeiro, sexo no casamento tem uma série de influências que vão marcando a relação. Além, é claro, da falta de novidades, algo natural. Não é uma questão de certo ou errado. É natural que caiamos na rotina, que saibamos o que vem do outro é o outro o que vem de nós. Um colega me disse que não casaria com a amante porque trocaria um sexo muito bom por algo rotineiro que com o tempo certamente seria. Além disso, os vínculos com a esposa transcendem o sexo, passam pelos filhos, relações familiares e empresariais.

Segundo, no sexo casual tem os ingredientes da química, daquela coisa instintiva de olhar e desejar, de sentir um tesão maluco, da novidade, do diferente. É claro que podemos negar essa situação com medo do desconhecido ou pelo apego ao cônjuge, ou à sua conta bancária.

Terceiro, no caso de amantes o vínculo maior, e em alguns casos exclusivo, é o sexo. Neste caso não está sujeito à rotina e tem o ar da novidade. Além de ser algo proibido gerar excitação. O escondido excita, o medo excita, a possibilidade de ser pego em flagrante excita.

Por fim uma concorrência absolutamente desleal: os amantes querem agradar muito mais que serem agradados. Casados exigem serem agradados. A mulher exige romantismo do marido, o marido deseja da mulher coisas que ela não quer fazer. Os amantes tem relação tênue que só se sustenta porque é altamente vantajoso para ambos.

E vale lembrar que não há demérito algum em quem se sente bem em ter sexo apenas com o cônjuge durante a vida. Eis um tipo de escolha, sexo exclusivo ou não com um cônjuge, onde o certo e errado não se aplica.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A CARTA DA RBS AO DEMITIR 130 FUNCIONÁRIOS

Caros colegas,
Escrevo para reforçar a mensagem que compartilhei com vocês nesta segunda-feira, em videoconferência, e para detalhar minha visão em relação ao futuro da nossa empresa, pois quero manter entre nós um ambiente de clareza e transparência.
As transformações radicais e a velocidade impressionante pelas quais a indústria da comunicação tem passado exigem energia e dedicação para entender o momento e também coragem para promover os ajustes que precisam ser feitos para continuarmos crescendo.
Mudar não é opcional. É vital para o nosso projeto empresarial.
O cenário atual apresenta realidades paradoxais. Por um lado, os modelos tradicionais estão altamente desafiados. Por outro, o avanço tecnológico e a forma de consumir mídia nunca geraram tantas oportunidades e tanta abertura para a inovação como nos dias de hoje. Aquelas empresas que têm a coragem de se posicionar no mundo novo sairão fortalecidas.
Nesse sentido, acredito muito na relevância dos nossos produtos, no jornalismo de qualidade, na comunicação e no desejo cada vez maior por conteúdo de entretenimento diferenciado. As necessidades continuarão existindo. O que muda é a forma como serão atendidas. Se queremos continuar crescendo temos de nos reinventar imediatamente, investindo em atividades e negócios que geram resultados positivos e deixando de fazer o que não agrega para nossa empresa e para o mercado.
Quero convidar todos vocês a romper paradigmas, quebrar barreiras e colocar a RBS cada vez mais no grupo das empresas vencedoras, daquelas empresas que constroem oportunidades de mercado para se posicionar e conquistar a liderança.
Teremos uma semana intensa pela frente, pois na quarta-feira faremos cerca de 130 demissões, de um universo de 6 mil pessoas, com o objetivo de buscar produtividade e maior eficiência. São cortes que precisam acontecer, principalmente na operação dos jornais. Não estou de forma alguma insensível ao impacto que demissões geram na vida das pessoas e da própria empresa, porém acredito que tanto os profissionais quanto as empresas precisam repensar o modo como atuam.
O Grupo RBS emprega milhares de pessoas. Não promover mudanças seria uma irresponsabilidade com estes profissionais, um erro com todos vocês, além de um descaso com nossos clientes e com o nosso projeto de futuro, que já está em andamento.
É importante destacar que a RBS não passa por uma crise financeira. Ao contrário. Estamos investindo e redesenhando a nossa operação, buscando velocidade e desprendimento que são vitais para a preservação do nosso projeto empresarial.
Fizemos, nos últimos 12 meses, uma análise muito detalhada de todos os nossos negócios e atividades. Eu me envolvi pessoalmente nesse processo. A partir do que vimos, fizemos investimentos importantes que ajudam a deixar clara a nossa crença no negócio.
Dobramos as equipes dedicadas ao digital, tanto nas redações quanto no Tecnopuc, e triplicamos os investimentos nesta área. Até o fim do ano, só no Tecnopuc, em Porto Alegre, teremos quase 100 profissionais trabalhando exclusivamente na criação de soluções digitais para nossos produtos, em especial para os jornais.
Os 50 anos de Zero Hora marcaram o início de uma grande renovação do jornal, que agora começa a ser replicada em outros veículos. Inovamos na organização do conteúdo e criamos novos espaços para fortalecer o vínculo com o leitor. A partir de amanhã, Diário Catarinense, A Notícia e Jornal de Santa Catarina entram também nessa nova fase.
Na TV, teremos nesse ano as 18 emissoras com equipamentos totalmente renovados e tecnologia de última geração, cobrindo com sinal digital o Rio Grande do Sul e Santa Catarina antes do prazo determinado pelo governo federal.
Em rádio, nosso alcance cresceu com o lançamento da Gaúcha Serra, da Gaúcha Santa Maria e da Gaúcha Zona Sul. O rádio também tem feito um excelente trabalho na internet.
Na e.Bricks, nossa empresa digital criada há três anos em São Paulo, lançamos o Early Stage, um fundo para impulsionar ideias em tecnologia – um negócio contemporâneo que atrai empreendedores em busca de parceria para crescer. O fundo deve chegar ao final do ano com 16 empresas no portfólio.
Também na e.Bricks, ampliamos a operação da Wine, que já é a maior empresa de vinhos online do mundo, tanto que estamos agora preparando sua entrada no mercado internacional. E muitos de vocês que já são sócios da Wine agora poderão também ser da Have a Nice Beer, o maior clube online de cervejas da América Latina, que está vindo para o Grupo.
Gostaria ainda de citar dois exemplos de inovação e empreendedorismo que marcam a nossa gestão. O primeiro é o HypermindR, um centro de pesquisa no Rio de Janeiro, que vai desenvolver softwares para medir hábitos do consumidor. E o segundo diz respeito ao nosso modelo de gestão de pessoas, baseado na meritocracia. As ferramentas que desenvolvemos para dar mais transparência aos planos de carreira tornaram-se benchmark para muitas empresas e agora serão disponibilizadas ao mercado através da Appus, um negócio que nasceu aqui, dentro do RH.
Temos apoio dos acionistas nas nossas decisões e temos também pessoas qualificadas e comprometidas, recursos financeiros, solidez de caixa, coragem, energia e desapego para deixar de fazer coisas que não agregam e investir no que pode nos fazer crescer.
Na próxima sexta-feira, vou apresentar aos líderes da empresa a Carta Diretriz, um documento que reforça na RBS princípios como simplicidade, produtividade e eficiência, qualidade, inovação, crescimento sustentável e meritocracia. Tenho dito que somos uma empresa em beta. Isso significa que nosso processo de transformação será contínuo e permanente.
Como presidente, tenho compromisso com os acionistas, com a história da nossa empresa, com o nosso público e os nossos clientes.
Estou motivado, principalmente, pela grande confiança que tenho no trabalho e no comprometimento de cada um de vocês.
Vamos em frente!
Duda(Sirotsky Melzer)


Leia a matéria completa em: http://www.claudemirpereira.com.br/2014/08/midia-a-incrivel-carta-em-que-o-presidente-da-rbs-explica-a-demissao-de-130-e-para-rir-ou-para-chorar/#ixzz39Wv9SM4Q
Follow us: @claudemirpe on Twitter

domingo, 27 de julho de 2014

UM POUCO ALÉM DO ECA

Sou, como muitos, observador dos movimentos sociais, das coisas que afligem nossa comunidade de perto e como Nação. Pela minha experiência e pelo que vi com meus filhos e seus amigos, professor não precisa que lhe deem autoridade. Ou ele conquista ou não terá. Porque mesmo durante o Regime Militar, como estudante, vi professores sem a menor autoridade, que serviam de chacota entre os alunos. Isso vale para qualquer das nossas relações. Há pessoas que têm autoridade e pronto, outros constroem. Mas neste momento que arrazoar sobre o que penso quanto a este conflito Professor X Aluno, que se vê nas escolas.

Primeiro ponto a ser observado é que esse conflito trava-se com uma minoria. A vasta maioria dos alunos é dócil e respeitadora. Nas mais das vezes alunos podem agir influenciados por outros. Mas mesmo assim, há os que ficam de fora das confusões.

Segunda observação que faço é que os professores tendem a se isolarem, com pouca ou nenhuma interatividade com seus alunos. Os que se dispõe em ser amigo não só conquistam o tal do respeito, como passam a ser referências morais, mais que pais. Mas isso requer tempo, dedicação e até uma boa dose do perfil do profissional. Assim como temos alunos dóceis e outros violentos, temos professores que simplesmente não tem perfil para conquistar estudantes. Estão na profissão, mas deveriam estar num escritório, atrás de uma mesa.

Esses profissionais que estão fora de lugar são, geralmente, atraídos pela tal da estabilidade. Isso em si não pode ser totalmente condenável. O problema é que a formação do conhecimento está em suas mãos. Além disso, igualmente despreparados, observa-se, não são dados ao conhecimento. Neste particular basta alguns minutos de conversa para ver-se claramente que é um repetidor de texto, não um conhecedor do que expõe.

Os alunos reconhecem quando o professor sabe o que está falando. Este é outro aspecto dessa relação. Um profissional que se põe diante da turma e não domina sua matéria é claramente notado. Assim, ao invés de respeito, ganha desprezo.

Enfim, o problema destes conflitos e estresses da classe tem muito mais a ver com os professores que com os alunos. É deprimente colocarem a culpa sempre no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como se esses conflitos tivessem surgido com a Lei, em 1990.

sábado, 26 de julho de 2014

A ESTUPIDEZ DO HAMMAS

O conflito entre Israel e Hammas, com palestinos em meio ao fogo cruzado, tem origens as mais diversas e remontam centenas, senão, milhares de anos. Cada lado, e seus admiradores, tem suas razões e também suas erros. Para mim Israel está no centro e é de seu ponto de vista que deve ser analisado. Digo isto pelas seguintes razões:

Primeiro, é um país constituído há quase 70 anos. Tornou-se impossível retirá lo de lá. E mesmo que fosse o antissemitismo está tão forte que judeus continuariam sendo perseguidos onde quer que estejam. Não é mais possível voltar ao que era antes da Segunda Grande Guerra.

Segundo, o Hammas é uma luta armada terrorista. Não tem legitimidade alguma para reivindicar qualquer coisa, muito menos a posse da terra. Além disso, sua luta não é por melhorar as condições de vida dos palestinos. Luta apenas por destruir Israel como se fosse possível.

Terceiro, está claro que não têm condições de derrotarem Israel. A diferença bélica é absurda. Não se trata mais da constituição de um novo país, no caso a Palestina. Trata-se apenas, e tão somente, da vontade de um grupo de atacar o outro. Nos anos em que os palestinos tinham acesso a Israel para trabalharem suas vidas tinham um padrão bem superior ao atual. A miséria em que vivem é resultado das portas fechadas de Israel. Portas estas que entende-se claramente do porquê estarem fechadas. Não é mais uma questão de quem está certo.

A questão é simplesmente de dar condições de vida melhor para os palestinos e esta condição tem uma única forma de ser conseguida: com Israel vivendo como país livre e os palestinos usufruírem desse poder econômico e bélico.

Se há uma estupidez na guerra essa é personificada pela Hammas.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ESTUDO REVELA DESTAQUE DO FACEBOOK NA DISCUSSÃO POLÍTICA

Estudo revela o panorama das eleições presidenciais nas redes sociais

 Em estudo exclusivo, o Scup mostra o que motiva as discussões políticas nas eleições 2014 no ambiente digital
As redes sociais vem assumindo cada vez mais um papel importante como catalisador de opiniões, informações e manifestações públicas, trazendo cada vez mais as discussões políticas para dentro do mundo digital. De março até as vésperas do início oficial das eleições no último domingo, os candidatos à presidência foram o tema direto de mais de 1.1 milhão de menções (posts do facebook, google+, twitter e instagram), dos usuários das redes.
Os dados são do Voto Conectado, iniciativa do Scup, ferramenta líder em monitoramento de redes sociais, que traz os principais dados sobre a presença digital dos presidenciáveis na semana que precedeu o anuncio oficial.
Em estudo acadêmico conduzido por Ricardo Azarite com base no Voto Conectado, foram analisadas, no período de 29 de junho à 05 de julho, 6,7% das menções coletadas no Facebook, Twitter, Google+ e Instagram sobre os 11 candidatos. Os dados analisados traçam o perfil das eleições de 2014 no mundo digital.
Dastaques da pré-campanha
Essa é a eleição do Facebook. 7 em 10 menções feitas sobre os candidatos foram no Facebook. Logo após está o Twitter com 27% das menções. O Google+ e o Instagram, com pouco mais de 1% e 0,3% de menções respectivamente, não são ambientes politizados.
Teor das discussões. 1 em 4 menções foram motivadas pela discussão sobre a ideologia e os valores dos candidatos. O dia a dia da campanha (20%), compartilhamento de posts oficiais (7%), histórico político dos candidatos (7%), pesquisa eleitoral (6%), resultados do governo (5%), denúncia (5%) e propostas (5%) foram os outros assuntos mais comentados durante o período.
O papel da imprensa. O valor informativo das redes sociais para política é grande: 41% de todas as menções analisadas são compartilhamentos de notícias sobre o tema.
Há mais ódio do que amor sobre política. As mídias sociais tem se mostrado um ambiente crítico aos candidatos: 37% das menções totais são negativas, enquanto que somente 22% são positivas;
Porcentagem de menções. De todas as menções públicas sobre os candidatos no período, sem análise de juízo de valor pelo estudo, Dilma Rousseff (45%) e Aécio Neves (34%) foram os candidatos mais comentados, seguidos de Eduardo Campos (13%) e Luciana Genro (4%). Os candidatos do PV, PTRB, PSTU, PCO, PSDC, PDC e PCB totalizaram juntos 4%.


Sobre o autor do estudo
Ricardo Azarite, jornalista formado na ECA-USP, é especialista em mídias sociais, sua área de atuação desde 2009. É co-autor do livro “Monitoramento e Métricas de Mídias Sociais: do estagiário ao CEO”, escrito com Ricardo Monteiro, sócio do Scup. Faz MBA em Marketing Político na ECA- USP
Sobre O Voto Conectado
O Voto conectado é uma portal criado pelo Scup. Num painel constantemente atualizado, ele traz dados públicos coletados nas redes sociais sobre os candidatos à presidência e ao governo de 12 estados brasieliros, mais o Distrito Federal. Com as principais menções ao candidato no Twitter, Facebook e Google+, ele traz também a concentração geográfica e segmentação de gênero dos usuários que falam dele, galeria de fotos relacionadas do Instagram e outras informações sobre o político nas mídias sociais. Além do monitoramento, o site também apresenta uma série de conteúdos educativos sobre eleições e redes sociais, como cases, dicas e depoimentos sobre o tema trazidos por políticos, consultores e profissionais renomados do mercado. Para saber mais sobre a metodologia do projeto, veja aqui.