terça-feira, 1 de setembro de 2015

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE IÇARA SOBRE TENDA ALUGADA

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE IÇARA

Sobre a “denúncia” do içarense Ricardo Fernandes no Facebook:
A Prefeitura Municipal de Içara faz questão de esclarecer as dúvidas sobre a locação de tendas para o lançamento do programa “Içara + Pavimentação”.
- A nota empenhada, que ainda não foi paga, prevendo a locação de duas tendas para lançamento do programa nos bairros, se refere à colocação de uma tenda no evento do dia 15/08 no Bairro Vila Nova e uma tenda no Bairro Aurora, que seria no sábado seguinte, dia 22/08.
- Como a empresa licitada ainda não havia iniciado as obras do Aurora, o lançamento neste bairro foi transferido para o dia 15/09, quando será utilizada a outra tenda já contratada. Cabe aqui reconhecer que se este empenho estivesse melhor explicado na nota fiscal, a mesma não teria causado dúvidas ao senhor Ricardo. Assim como ponderamos a necessidade de as pessoas apurarem melhor os fatos antes de lançar uma “denúncia” que sugere algum tipo de irregularidade.
- A empresa contratada foi informada no ato da contratação que o pagamento da nota que se refere às duas tendas somente irá acontecer após a utilização das mesmas.
- É importante frisar que são fundamentais as reuniões nos bairros contemplados pelo projeto de R$35 milhões em novas pavimentações. Isso é necessário para informar à população de como serão aplicados os recursos, bem como apresentar um cronograma de obras para que os moradores se preparem para os transtornos temporários de interdições nas ruas.
- Sobre a questão da saúde também citada, esclarecemos que nos últimos dois anos a Prefeitura Municipal de Içara repassou mais de R$5 milhões ao Hospital São Donato, o maior investimento da história da cidade neste hospital que possui administração própria. Além disso, Içara recebeu nos últimos dois anos a contratação de mais 12 médicos através de programas como Mais Médicos e Provab.
A Administração Municipal de Içara valoriza e incentiva a fiscalização do poder público por parte da população, ressaltando a importância de se fazer isso com responsabilidade e compromisso com a verdade.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PREFEITURA DE LM SE MANIFESTA SOBRE VEÍCULO OFICIAL FLAGRADO

Nota Oficial da Prefeitura Municipal de Lauro Müller
A Prefeitura Municipal de Lauro Müller vem a público esclarecer fatos relacionados à presença de um veículo oficial em local estranho à sua atividade no domingo dia 23 de agosto de 2015, flagrado por imagem fotográfica publicada em mídias sociais. 1 – O veículo em questão foi deslocado para a cidade de Criciúma a fim de atender a solicitação da Coordenação dos Grupos de Mães e 3ª Idade do município, que levou equipamentos e materiais oriundos de trabalhos realizados por grupos de mães das comunidades do interior de Lauro Müller que participaram da AgroPonte, Agronegócio & Agricultura Familiar e Feira Estadual de Animais, realizada de 18 à 23 de agosto. 2 – No domingo (23), data do enceramento do evento, um servidor público do município foi designado para buscar os materiais restantes da exposição e trazê-los de volta para Lauro Müller. A de se destacar que ele não foi remunerado, em forma de horas extras, por esse serviço. 3 – Por decisão pessoal e para atender a sua necessidade particular o servidor público em questão desviou-se do trajeto previsto, deslocando-se até o local onde acabou por ser fotografado e, por conseguinte, a imagem acabou por ser publicada em mídia social, gerando uma impressão ainda mais negativa ao fato. 4 – Foi utilizado veículo destinado ao trabalho de distribuição de merenda, no município de Lauro Müller, pelo fato deste ser o único que não possui bancos para transporte de passageiros, o que era necessário para que fosse possível o transporte dos materiais relativos ao evento destacado acima. 5 – Em momento algum o serviço de fornecimento de merenda escolar de Lauro Müller foi prejudicado, afetado, ou alterado, já que, por se tratar de um domingo, esse veículo não era necessário em nosso município. 6 – A respeito da atitude do servidor público, a Administração já tomou medidas punitivas como, advertência verbal e escrita e abertura de sindicância para apuração de eventual prejuízo causado pelo desvio do trajeto inicial. Por fim a Prefeitura quer reiterar seu compromisso com a lisura das ações e políticas públicas, bem como destacar que está sempre atenta aos procedimentos dos seus agentes públicos, quer sejam estes efetivos, ou comissionados. Prefeitura Municipal de Lauro Müller Secretaria de Administração

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A NUDEZ NUA

Por que a nudez agride tanto? Por que somos tão preocupados, alguns pelo menos, em que o outro não mostre seu corpo? Neste texto espero que o nudismo seja tratado com um pouco mais de nudez. Ou a nudez com um pouco mais de nudismo.

Era sexta-feira, dia 7 de Agosto, quando postei um vídeo de um homem nu, andando pela avenida Centenário, em Criciúma, que me fora enviado via WhatsApp. O rapaz padece de esquizofrenia e não foi a primeira vez que faz isso. Seria um sucesso, como foi. Chegou a mais de 23 mil visualizações em 14 horas, contando que nesse período estava a madrugada, até que deletei-o.

Nesse dia ponderei com pessoa da minha relação pessoal e deletei-o porque me senti constrangido e percebi que havia errado, tal a condição do sujeito. Evidente que a informação de sua doença veio depois da postagem.

A partir disso passei a considerar do porquê da nudez nos agredir tanto. Vamos a alguns pontos, de suposições a teorias, sem ordem de importância. Contudo, devemos considerar que originalmente, segundo a ciência, surgimos em terras quentes e por isso nossa pele não nos serve, necessariamente, para nos aquecer. Com as migrações chegamos ao frio europeu, vindos da África. Nesse momento já dominávamos boa linguagem, tecnologias de caça e uso de peles de animais. A roupa, digamos, impediu que nos adaptássemos ao frio como um urso polar, por exemplo.

Chegamos ao primeiro ponto: a roupa passou a ser uma "pele", mesmo que ainda tenhamos silvícolas que não a usa ou aborígenes que mal cobrem a genitália. Naturalmente a nudez é nossa forma natural de andar e a cultura nos faz conceber uma outra forma. Paralelamente temos os "naturalistas" que formam grupos sociais, como as praias de nudismo, nos quais a roupa é abolida. Há ainda casos de exibicionismo, quando há o desejo de que outros vejam o ato sexual - outro tema, para outra postagem.

A nudez agride ou é revestida de curiosidade, fetichismo, voyerismo, porque é coberta. Deixou de ser "natural" e passou a ser algo da intimidade.

Há o que considero ainda mais interessante: a concorrência entre as mulheres. A beleza do corpo é fator essencial na competição pelo acasalamento. Tanto que a roupa, nossa segunda pele, compõe umas das formas mais exploradas de atração sexual, pois visa embelezar, muito mais que proteger, coisa de sua origem. A roupa faz parte do apelo ao macho e a nudez seu ápice. No mundo subliminar feminino essa competição é deveras acirrada e a beleza de uma é agressão a outra, caso sintam-se competindo pelo mesmo macho ou machos. E a linguagem é essa mesmo!

Considerando outro aspecto fundamental nesse assunto que é a dificuldade recorrente de lidar com o sexo. O oceano de barreiras na cama é incrível. Da religião à educação da família. Do "pecado" ao nojo. Da ligação de sexo ao caráter à ideia de que a mulher tem que dificultar as coisas para não ser taxada de "fácil".

O caso do rapaz revela a relação entre reservas quanto à nudez e o ato de pensar. Acometido de esquizofrenia, assim como outros tantos desarranjos mentais, tirar a roupa em público não foi problema para ele. Nossa necessidade de cobrirmos o corpo vem da razão. É ela que cria coisas absurdas como o uso da Burca. É ela que cria ícones adorados no catolicismo, todos totalmente cobertos com panos que evitam até as "curvas"... Enfim, desde a mais tenra idade nos é incutido uma ligação fortíssima com a roupa, tanto para cobrir, quanto para embelezar. A razão também nos faz aceitar sem problemas que o corpo seja exposto na praia. Há uma conexão, ou desconexão, estranha nisso. Nossa mente desliga-nos desses princípios para reduzirmos a roupa a frações do costumeiro e sem constrangimentos.

Assim, criaram-se muitas e diversas formas de reprimir a nudez. Muitas ligadas aos meandros mentais inconfessáveis e até mesmo desconhecidos do próprio agente. A repulsa ao ato de andar nu remonta, inclusive, à negação do desejo. Sim, trata-se de condenar aquilo que deseja fazer. Na impossibilidade de realizá-lo, proíbo-o. Coisa comum da religião, por exemplo.

Por fim, vale ressaltar que nossa espécie chegou a um ponto que a repressão faz sentido. Aqueles que rompem com esses códigos, via de regra, envolvem-se com um mundo sem outras regras de convivência como se vê na prostituição - um mundo absolutamente arriscado. Talvez a exceção sejam os clubes de swing, onde as mulheres cultuam a nudez e ditam as regras. (Sobre SWING leia AQUI).

Bem, são algumas considerações que certamente não encerram o assunto.

Abraços!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

CRICIÚMA CONSTRUÇÕES - E o prefeito

Não há dúvidas da relação empresarial entre Rogério Cizeski, da Criciúma Construções, e o ex-prefeito Clésio Salvaro, que foram sócios no hotel Cecontur, de Florianópolis. Sociedade que veio após Salvaro ascender à prefeitura.

Em 2014, ao estourar de vez a bolha da construtora e vir a público o ''intampável'' rombo na empresa, disse a vários vereadores, dentre os quais José Mello (PT), Ricardo Strauss (PP) e Vanderlei Zilli (PMDB), que deveriam fazer uma CPI na Câmara. Insisti diversas vezes na ideia, inclusive publicando no Facebook. Nada fizeram até que houve o incêndio na Divisão de Planejamento Físico-Territorial (DPFT), no Paço. Este episódio não pôs fim a todos os documentos porque os emitidos, há décadas, ficam em back-up num servidor. Mas os recebidos não. O fato é que ainda é possível encontrar, caso haja, algum indício de liberação irregular de obras.

Este texto não é uma acusação, mas um pedido de investigação. Pena que nossos vereadores só têm interesse em CPI quando a ideia é deles. Sugestão externa não interessa...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

CERTIDÃO DE CASAMENTO - A BURRICE NO PAPEL

Leio na revista Carta Capital, um veículo esquerdista ao extremo, o seguinte texto de Pedro Serrano:

O verdadeiro avanço civilizatório não seria o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a própria extinção do casamento civil. O Estado deveria se limitar a criar regras nas relações patrimoniais entre as pessoas, sem interferir nas opções amorosas ou sexuais de cada um. A extinção da figura do casamento civil é o verdadeiro debate para se atingir uma forma de convivência social mais civilizada e para se preservar a verdadeira liberdade individual de opção afetiva e erótica.

Gostei e digo que qualquer religioso deveria aprovar. Primeiro, as relações afetivas não se estabelecem a partir de um documento, mas antes. Tampouco as relações se mantém por causa de um documento. Exceto quando uma das partes precisa manter seus direitos a bens ou sua subsistência. Nesse caso o amor pelo outro já morreu faz tempo. Segundo, justamente os religiosos deveriam aderir a isto porque, suponho, suas vidas estejam sob a bênção de Deus e não sob a o Estado. Terceiro, a família não está ameaçada porque ela existe muitíssimo antes de qualquer regulamentação civil. Quarto, a educação de nossos filhos não tem qualquer ingerência de registro em cartório. Pelo contrário, infinitos casos à margem dessa normativa e com o sucesso advindo do bom senso e determinação dos envolvidos. Quinto, a Justiça já reconhece relacionamento não registrados oficialmente como o direito da amante, ou do filho fora do casamento etc.

O fim do casamento civil apenas, e tão somente, é uma volta ao que deu sua maior força: ser melhor que viver só. Eis aquilo em que devem estar todos os esforços. O casamento sendo bom para ambos, sejam heteros ou homossexuais, não terão seus adeptos do que temerem.

Mas o que mais me espanta nisso é a briga pela legalização das relações homo afetivas como se dependessem de um papel para existirem ou da aprovação do Estado. Ora, ao que me parece, com exceção dos regimes islâmicos, foro íntimo continua sendo foro íntimo. Esses tais querem um modelo do qual são contra. Além disso, porque imporem a si todo o desgaste de desfazer na Justiça algo que depende apenas de suas vontades? Esse movimento gaysista pelo casamento é de uma burrice abissal.

Por fim, os religiosos não podem ter receio de qualquer dessas normatizações do poder público. Afinal, não é maior o que está neles do que o que está no mundo? Que bom se vivessem conforme a fé que possuem. #SQN 

terça-feira, 30 de junho de 2015

HOLOCAUSTO SÓ DE JUDEU?

O PL 987/2007, do deputado Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), apensado ao PL 6418/2005, visa penalizar quem "negar a ocorrência do Holocausto ou de outros crimes contra a humanidade, com a finalidade de incentivar ou induzir a prática de atos discriminatórios ou de segregação racial". Note a lambança, como se o holocausto judeu fosse racial. E negar um caso é incentivar outro? Ou como seria colocar as mortes de judeus sem a pecha de ''holocausto''? Por que holocausto refere-se apenas a judeus? Mas vamos ao ponto, partindo dessa proposta.

Li algumas coisas, dentre elas o repúdio a este tipo de censura. Na Europa há países que criminalizam qualquer dúvida sobre o holocausto de judeus na Segunda Guerra como o propagado 6 milhões, que dá 5,4 mil mortes por dia entre 1942 e 1945. Você imagina o que envolve matar tanta gente assim em algumas dezenas de locais? Como descendente de judeus posso afirmar: tudo na história pode ser revisto. E, se o Holocausto é verdadeiro, não há como temer que alguém, ou grupos, possam coloca-lo em dúvida. Isso, na minha avaliação, somente reforçaria a verdade.

É justamente esse tipo de Lei que me faz ter dúvidas sobre a história contada. E mais, o número de russos mortos foi de 20 milhões, assim como Testemunhas de Jeová, homossexuais e ciganos. Por que evidenciar apenas judeus? Não cabe a mim dizer o que é verdade nisso. Mas entendo que proibir questionamentos é, no mínimo, uma confissão de estar mentindo, total ou parcialmente.

Por outro lado, tenho como claro que há assuntos que, mesmo com todos as evidências, haverá quem duvide, como a ida do homem à Lua, por exemplo. Ora, se consegue ficar em órbita não iria ao satélite? Por óbvio que iria. E em se tratando de religião a credulidade extrapola qualquer fagulha de bom senso. Assim, mesmo com todas as provas haverá sempre quem duvide apenas por duvidar.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Criciúma tem ''Jô Soares"

Dadas as devidas proporções, Criciúma tem ''Jô Soares", quem só consegue pensar em expressões artísticas e cultura sob o patrocínio do poder público. Sou contra isso!

Fui muito bem recebido quando quis ajudar e ajudei no Luau Literário durante 2014, participando de várias reuniões e me dispondo em ser mais que expectador. Mas quando critiquei, quando ousei discordar, conheci a verdadeira face de quem quis diálogo com o poder. Vamos aos fatos.

Sábado na Nereu Ramos (foto) procurei conversar sobre a demanda de quem exigia espaço para as artes nas dependências do teatro Elias Angeloni, dentre outros detalhes, desalojados sem aviso por conta do incêndio no Paço. Queria me inteirar de mais detalhes, pois minha primeira fala sobre o assunto foi contrária aos organizadores da manifestação desse dia. Prudente, quis rever meus conceitos. Afinal, poderia estar errado. Infelizmente, não houve condições de diálogo por quem exigia diálogo com o poder. Mas devo dizer que os tenho apenas como jovens inexperientes nessas relações e artisticamente inexpressivos. Esse movimento não tem boa liderança e na forma como querem agir duvido que consigam alguma coisa. Perdem tempo brigando com o poder, quando deveriam se concentrar em contornar a situação com a iniciativa privada. Essa mesma que é feita de gente, de cidadãos e não de seres inescrupulosos, como reza o preconceito dessa gurizada.

Toco no assunto porque tenho obras de artes plásticas produzidas durante anos. Na mansão do pediatra Luiz Guerino de Costa há, logo na entrada, um dos meus trabalhos, por exemplo. Produzi ensaios, poesias, charges e ilustrações. Meus três filhos fazem arte. Sarah e Henrique ligados à música e Gabriel pinta quadros e faz ilustrações. Ou seja, posso falar sobre depender ou não do poder público para fazer arte. E afirmo, sem qualquer dúvidas, que não precisa.

A arte é espontânea, a cultura é igualmente espontânea e absolutamente diversa. Não está e jamais estará dependente do poder público e suas políticas. Arte deve ser feita pela arte, pelo prazer que dá. Se alguém quiser compra-la muito melhor. O poder público tem muitas e mais importantes demandas.