domingo, 26 de junho de 2016

FIDELIDADE TEM PREÇO

Numa conversa com uma moça, a qual busca um novo relacionamento amoroso, perguntei o quê esperava do seu homem. "Que seja fiel", respondeu. "Só isso?". "Sim, só isso!". Daí, quando questionei o que ela tinha para oferecer em troca, não soube dizer. A questão é bem simples: amor é troca! Fidelidade significa exclusividade sexual e isso tem um custo ou o cara quer ser assim, daí não precisa impor condições.

Cada um é o centro: aceitamos ser beijados se for bom para nós.

Não sejamos românticos nesse momento. A questão é de cunho absolutamente racional. Então vamos à algumas considerações:

1. A sociedade é extremamente dinâmica e as pessoas estão mais livres para atenderem seus desejos.

2. Sexo com vários parceiros não é imoral ou anti-ético. É apenas uma decisão de cunho pessoal.

3. Ninguém que escolha a liberdade sexual pode ser tratada como alguém que cometa algum crime. É uma decisão pessoal e que cabe aos seus parceiros aceitarem ou não.

4. Ninguém vai ser fiel só para agradar ao outro e dar-lhe a sensação de exclusividade sem que haja alguma compensação, alguma retribuição à altura de abrir-mão de seus desejos.

A razão é absolutamente simples e do ponto de vista do que exige a fidelidade do outro: não manteria a relação se fosse traído(a). Ora, se rompe por causa da traição é porque analisa pela ótica da RECOMPENSA. Quer que sua fidelidade seja retribuída com fidelidade. Por isso que o suposto traidor, antes que o seja, precisa de recompensa pela sua fidelidade, que sinta que manter-se nessa condição é mais vantajoso para si.

Nesse diálogo apertei um pouco mais na questão. Por exemplo: "Você faria menage se ele quisesse?". Ela disse que não. Eis a questão, a partir desse fetiche, se o parceiro abriria mão pelo amor que tem por ela. Esse amor será fruto de uma vida satisfatória. O sujeito(a) se mantém fiel, nega suas vontades mais íntimas porque vale a pena! Não porque o outro quer. E isso é RECOMPENSA.

Por fim, antes de exigir a tal da fidelidade (coisa absolutamente egoísta), pense em como recompensar o cônjuge por sê-lo.

domingo, 19 de junho de 2016

"PÍLULA DO CÂNCER" PODE SER MENTIRA

"A fosfoetanolamina, conhecida como "pílula do câncer", teve mais um resultado negativo na série de testes encomendada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O trabalho, divulgado nesta sexta-feira (17), mostrou que a substância não é capaz de combater câncer de pâncreas e melanomas nem em alta concentração. O composto também mostrou desempenho desanimador em células de câncer de pulmão." - UOL

Em nenhum momento, apesar das manifestações de todos os lados, me deixei entusiasmar com algo tão ''milagroso''. Contudo, os estudos devem continuar. Mas por que haveria quem lançasse algo sem querer obter lucros como nas notícias da tal descoberta?

Ora, se observarem o caso de Chico Chavier, por exemplo, que construiu um patrimônio invejável apenas com doações vão entender. O câncer, como qualquer outro mal que aponte diretamente para a morte, fragiliza emocionalmente o paciente, bem como sua família. Daí as doações vêm com facilidade.

E os testemunhos? Ora, placebo também ''cura''. Nosso corpo é incrível e da mesma forma que criamos, podemos eliminar doenças. Por isso o sucesso das religiões, orações, benzedeiras, imposições de mãos, óleos ungidos...

Não posso afirmar que os envolvidos tenham enganado alguém ou ''alguéns''. Mas posso pensar que se fosse tudo que disseram já teria aparecido o resultado. Ah, sim, há a teoria de conspiração da indústria farmacêutica que perderia bilhões... Lembram do ministro do governo FHC, José Serra, que quebrou patentes internacionais e tornou o tratamento da AIDS absurdamente mais barato do que era?

sábado, 18 de junho de 2016

PP DE CRICIÚMA NÃO QUER O PODER

O título deste comentário, "PP DE CRICIÚMA NÃO QUER O PODER", trata exclusivamente do Partido Progressista, não do prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo, que seria o maior líder da sigla municipal.

A razão para tal é bem simples e numérica, sem ser exato. Em qualquer evento público, com exceção do aniversário de Búrigo em Maio p.p., muito prestigiado, fica claro que os filiados não participam. Na inauguração da avenida Assembleia de Deus, recentemente, uma importante via que liga a Santa Luzia, Vila Manaus e Cidades Mineira, meia dúzia de partidários. Hoje a mesma coisa na inauguração do centro multi-uso do bairro Quarta Linha. O PMDB, parceiro na obra pelo governo do Estado, estava em peso com o vice-governador, Eduardo Moreira, Ronaldo Benedet, Luis Fernando Cardoso, Acélio Casagrande e os vereadores Vanderlei Zilli e Paulo Ferrarezi. Márcio, por sua vez, com José Sérgio Búrigo, secretário de Infra-estrutura, que chegou atrasado e, também atrasado, o deputado estadual Valmir Comin.

Os servidores em cargos comissionados, apadrinhados políticos e cabos eleitorais, simplesmente ignoram seu dever de apoiar e fazer número, barulho, junto com seu pré-candidato a reeleição.

Por outro lado, fica claro que de líder MB não tem muito. Talvez chefe de insubordinados...

domingo, 12 de junho de 2016

HSJ ERRA E PREFEITURA PAGA O PATO

Do secretário da Saúde da prefeitura de Criciúma, Vitor Benincá, em resposta a um questionamento que fiz a ele sobre a Justiça reconhecer que a prefeitura não devia ao Hospital São José:

Boa noite
Mais precisamente, só quem assinou o contrato com o São José foi a prefeitura, então teoricamente quem deve é a prefeitura. Mas dentro desse contrato tem atribuições financeiras da prefeitura, do Estado e da União. Mesmo que quem seja o único signatário seja o poder municipal. Então todos esses 3 "poderes" pagam o hospital pela mesma conta, a da prefeitura.Só que num desses pagamentos feitos ao hospital, lá dentro da contabilidade do São José, eles abateram de uma dívida que era referente à atribuição do Estado. Foi erro deles, porque nós mandamos sempre o valor dizendo referente a o que estamos pagando.E ai na hora da auditoria viram que faltava dinheiro do Estado e da prefeitura, sendo as duas do Estado. Podiariam ter bloqueado os 12 milhões do Estado e ponto final.Abraço

Fica a dúvida se outros erros dessa natureza não tenham sido cometidos ao longo de décadas e o peso de devedor tenha recaído nas costas da prefeitura.

domingo, 22 de maio de 2016

A ESCOLA E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O que gera desenvolvimento econômico?

Investimento público em áreas industriais?
Sim, mas apenas para alguns seguimentos que já estão no mercado e querem crescer ou adequar-se às exigências dos clientes. Há muito mais fora dessas áreas, em pequenos negócios nas casas, nos quintais e no comércio, inclusive eletrônico. As áreas industriais não resolvem, necessariamente, a logística, por exemplo. Uma área industrial em Nova Veneza faz o transporte da mercadoria atravessar Criciúma para chegar à BR 101... Ora, o empresário vai preferir Içara, Maracajá ou Jaguaruna, mesmo que tenha que pagar pelo terreno. Um serralheiro vai preferir o Guatá, em Lauro Muller, ou o bairro Presidente Vargas, em Içara, onde tem acesso a toda Criciúma, Içara, Morro da Fumaça, Rincão, Siderópolis, Forquilhinha, Sangão e Cocal do Sul em cerca de 20 quilômetros?

Redução de impostos?
Sim, mas isso não é competitivo em si mesmo, tampouco traz alguma inovação e é parte pequena da gestão. Impostos são um peso e não necessariamente um diferencial na hora de vender a produção. Vários e ridículos incentivos são dados às empresas para contrapor aos tributos. Abatimentos no confronto de notas fiscais que não reduzem a burocracia. Pelo contrário a aumentam. Afinal de contas, o que vale mais: isenção ou consumo? Pagarei 70% de impostos se os 30% restantes me deixam rico.

O que gera riqueza, definitivamente, são as trocas voluntárias e a vontade de pessoas empreenderem.

Mas não por causa do desemprego - isso é desespero e tem tudo para dar errado. A vontade deve vir do desejo de proporcionar algo para si, do sonho de REALIZAÇÃO. E como trabalhar a ideia de empreender com todos os desafios inerentes a isso e a cultura da ''carteira assinada''?

Não há receitas absolutas. Contudo, um exemplo veio da Coreia do Sul, onde, desde a tenra idade, as crianças recebem informações que as farão desejosas de empreender ou serem bons profissionais. Eis um papel que nossas escolas não estão exercendo.

Chegamos ao ponto. Do que entendem sobre empreendimentos os secretários de Educação e os professores em sala de aula? NADA, ou tão pouco que em nada farão diferença. Nossos alunos saem da escola sem a menor ideia do que seja uma ''cadeia produtiva'', faturamento X lucro ou quais caminhos profissionais seguirem. Mas saem com a ideia de que empresário explora o funcionário (sic)!

Minha suposição (sim, não atrevo a ser kartesiano) é de que precisamos atrair homens e mulheres de sucesso para a sala de aula. Além disso, o currículo precisa ter esse foco. As tais "conscientizações" políticas esquerdistas são contrárias a isso e, portanto, precisam ser aplacadas. Precisamos de estudantes alimentando-se da vontade e da energia de empreender e se tornarem profissionais de excelência. Não precisamos de mais gentes enfileirados a exigirem assistência dos governos.

Motivação pela recompensa faz toda a diferença. E nisso valem todos os exemplos positivos possíveis e formação adequada. Coisa que nossas escolas não dão.

SAÚDE NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

SAÚDE pública é incurável. Sem solução de forma permanente por sua natureza, óbvio.

Mas qual seria o objetivo dos gestores e da própria população ao acessarem os serviços? Seria ''mais exames'' ou ''mais médicos''? E a ideia de ''menos doenças''? Nossa população é basicamente sedentária e está, na maioria e crescentes casos, acima do IMC recomendável.

De uns cinco anos para cá vimos prefeituras investindo recursos em academias nos bairros. Foram pequenos recursos e que seriam importantíssimos. Contudo, o que se viu na vasta maiorias dos casos? O mato tomou conta e os ''brinquedos'' quebrados. E mesmo que não tenham chegado a este ponto seu uso está muitíssimo longe do desejável. Ora, o povo é preguiçoso ou desatento às suas próprias necessidades e está engordando. O sobrepeso está crescente nas populações de menor renda o que torna a coisa ainda mais assustadora.

E o que falta? Bem, suponho algumas coisas. Na escola, por onde todos passaram, a Educação Física não educou. As aulas de Ciência não apontaram uma forma de viver. As de Matemática não mostraram os números da saúde/doenças. As de Português não trabalham textos da área. As de História não abordaram esse assunto ao longo da nossa existência. Os professores não foram eficientes ou mesmo nem quiseram ser porque suas atenções estavam em fazer greve por melhores salários.

Por exemplo: as mulheres estão em maior número nos postos de saúde e são as que menos praticam esportes. Isso nos diz alguma coisa!

Eis que, minha atenção se volta para as próximas gerações a fazerem fila nos postos de saúde e que hoje estão nas escolas a desaprenderem o quanto é bom correr atrás de uma bola, correr nos pega-pegas, se sujar nas escorregadas na grama e por aí vai. As competições fomentadas são para poucos o que nos remete ao desejo de vitória para projetar o nome das instituições, não para promover SAÚDE e uma forma mais equilibrada de viver.

Desconheço integração entre Secretarias de Saúde e Secretarias de Educação neste sentido. Educação e saúde andam juntos, pois quem desconhece não pratica.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

LICITAÇÕES E SEUS ROLOS

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?

Você sabe quais ou quantas formas há de desviar recursos públicos sem a atuação de políticos? O ponto está na licitação e nos entraves legais.

Não há uma forma imune à corrupção. Nenhuma! Assim, cada modelo tem sua brecha "intapável". Vamos a um exemplo. Na concorrência empresas fazem suas propostas de fornecimento de bens, serviços ou obras. Cada uma com ser preço? Não. Em geral fazem acordos verbais antes de apresentarem as propostas e revezam o fornecimento. Ora uma ganha, ora outra. Ou, conforme o tipo de licitação, cada uma fornece uma parte. Não há limites para a sordidez.

Um levantamento feito pela vereadora Tati Teixeira deu conta de que uma sala de aula custa aos cofres públicos TRÊS VEZES MAIS do que se você ou eu contratássemos um empreiteiro. O que é isso senão um assalto absurdo ao dinheiro de todos (esse "todos" inclui o empresário, sua família e amigos).

Os empresários que tiveram prejuízos ao realizarem obras para o poder público (sim, encontrei alguns) têm um ponto em comum: eram de primeira viagem.

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?