quarta-feira, 4 de maio de 2016

LICITAÇÕES E SEUS ROLOS

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?

Você sabe quais ou quantas formas há de desviar recursos públicos sem a atuação de políticos? O ponto está na licitação e nos entraves legais.

Não há uma forma imune à corrupção. Nenhuma! Assim, cada modelo tem sua brecha "intapável". Vamos a um exemplo. Na concorrência empresas fazem suas propostas de fornecimento de bens, serviços ou obras. Cada uma com ser preço? Não. Em geral fazem acordos verbais antes de apresentarem as propostas e revezam o fornecimento. Ora uma ganha, ora outra. Ou, conforme o tipo de licitação, cada uma fornece uma parte. Não há limites para a sordidez.

Um levantamento feito pela vereadora Tati Teixeira deu conta de que uma sala de aula custa aos cofres públicos TRÊS VEZES MAIS do que se você ou eu contratássemos um empreiteiro. O que é isso senão um assalto absurdo ao dinheiro de todos (esse "todos" inclui o empresário, sua família e amigos).

Os empresários que tiveram prejuízos ao realizarem obras para o poder público (sim, encontrei alguns) têm um ponto em comum: eram de primeira viagem.

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?

MENTES CORROMPIDAS

Nossa cultura, e eu gostaria muito de não pertencer a um povo assim, sendo submetido às suas influências, é leniente. Somos um povo que pouco preza os bons costumes, que é afetuoso para com todo o tipo de crime com exceção dos contra a vida, como se houvesse algum que não fosse. Vale lembrar que tenho por bons costumes aquilo é que, digamos, salutar para a convivência em sociedade e cada sociedade com suas características. Nesse sentido pouco me importa o modelo de família, por exemplo, mas o modelo de conduta. Vamos ao ponto.

Estourou a bronca da Petrobras com a Operação Lava Jato, iniciada, não por causa dos desvios na empresa pública, mas por causa da lavagem de dinheiro por doleiros, daí o nome. E o povo ficou assombrado com toda essa festa petista e seus aliados. Como assim? Ora, não sabiam do Mensalão?

As manifestações públicas nunca foram e nunca serão um problema de corrupção, tenho que admitir. O que pegou e levou o povo às ruas foi a energia elétrica que aumentou assustadoramente e seus desdobramentos na economia. Alguma dúvida da corrupção do governo Lula? Não, nenhuma! Mas saiu com quase 90% de aprovação.

Nosso povo não tem aversão alguma à corrupção, mas a qualquer ataque ao seu bolso. É como se não importasse o quanto é roubado de todos (e "todos" inclui a cada um), conquanto que individualmente não seja roubado. Essa é a lógica. Uma lógica burra!

A final de contas, de quem é a culpa da desgraça que sobreveio ao Brasil? Dos que não deram bola para o Mensalão e o ROUBA, MAS FAZ imperou. Se Dilma tivesse um mínimo de sucesso em seu governo o PT e seus asseclas estariam frouxos a angariar fundos de campanha e seus líderes enriquecendo exponencialmente sem qualquer vergonha.

Ah, e o Sérgio Moro seria menos conhecido que o juiz de Lagarto (SE).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

NOVA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE É POSSÍVEL?

Cinco caminhos possíveis para novas eleições

Por BBC Brasil

Com um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice, Michel Temer (PMDB), assumiria a Presidência da República até 2018. No entanto, há pelos menos cinco cenários hipotéticos em que novas eleições seriam convocadas antes do previsto. Confira:

Possibilidade 1: Dilma e Temer são cassados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, desde o ano passado, uma ação de impugnação da eleição da presidente, com base em acusações do PSDB de que a campanha da chapa Dilma/Temer teria sido financiada parcialmente pelo esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato.
Se o tribunal julgar o pedido procedente, tanto a petista quanto o peemedebista poderiam ser cassados.
Neste cenário, assumiria temporariamente o poder o presidente da Câmara dos Deputados (função exercida atualmente por Eduardo Cunha, também do PMDB).
Se essa cassação ocorresse ainda na primeira metade do mandato (ou seja, até o fim deste ano), o líder do Legislativo teria de convocar novas eleições em até 90 dias; mas, se fosse decidida na segunda metade do mandato, o Brasil teria eleições indiretas, com apenas deputados federais e senadores apontando um sucessor.
É importante ressaltar que o resultado das eleições de 2014 não seria levado em conta – ou seja, o senador Aécio Neves (PSDB), derrotado por Dilma no segundo turno, não assumiria a Presidência. Mas, obviamente, poderia disputar o novo pleito.


Possibilidade 2: Renúncia coletiva

Outra possibilidade teórica para convocação de novas eleições seria uma improvável renúncia coletiva da presidente e do vice. Neste caso, o presidente da Câmara assumiria temporariamente e novas eleições seriam convocadas.

Possibilidade 3: Temer é alvo de impeachment

Já existem articulações para encaminhar um pedido de impeachment de Temer caso ele venha assumir a cadeira presidencial. Se tivessem sucesso, o cenário de novas eleições se repetiria.
Mas é bom lembrar que, para ser acolhido, um pedido de afastamento contra ele teria de ter como argumentos irregularidades ocorridas durante seu mandato na Presidência da República.
Importante também notar aqui que os prazos determinando a eleição direta e indireta seriam contados a partir do início do segundo mandato de Dilma (1º de janeiro de 2015), não a partir do início do período "tampão" de Temer.

Possibilidade 4: Temer assume... e renuncia

Um possível governo Michel Temer não estaria imune à instabilidade. Além das pressões políticas, o vice pode também ser alvo da Justiça, uma vez que foi citado na delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS).
Na colaboração premiada que firmou com a Procuradoria-Geral da República, Delcídio, que foi líder do PT no Senado, afirmou que Temer articulou a indicação de Jorge Zelada para o cargo de diretor da área internacional da Petrobras e de João Augusto Henriques para a BR Distribuidora.
Zelada, apontado como o elo do PMDB no esquema, foi condenado a 12 anos de prisão. Temer disse que não participou das indicações, e o PMDB nega ter participação no caso.
Diante de uma eventual escalada nas pressões, um possível cenário seria o de renúncia do peemedebista. Neste caso, o presidente da Câmara assumiria a cadeira presidencial até novas eleições diretas ou indiretas, assim como listamos na possibilidade 1.

Possibilidade 5: Referendo é aprovado

Parlamentares no Senado e na Câmara querem levar a plenário propostas de referendo para que a população decida sobre o afastamento ou não de Dilma e Temer.
O modelo defendido é o de referendo revogatório (também conhecido como "recall"), adotado em países como Alemanha, Estados Unidos (em determinados Estados), Suíça e Venezuela.
Diferente do impeachment, que exige a comprovação de crimes políticos, o "recall" prevê que presidentes e parlamentares possam ser afastados em caso de ineficiência ou desaprovação popular, se a maioria da população assim decidir.
Na última sexta-feira, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) defendendo a pauta.
"A melhor alternativa para esta crise é levar para a soberania popular resolvê-la", disse Randolfe à BBC Brasil. "O governo padece de uma crise de legitimidade. O impeachment não resolve o problema, porque (Michel) Temer já foi citado algumas vezes na Lava Jato (na delação do senador Delcídio do Amaral)."
A proposta, no entanto, não conta com apoio para ser aprovada: "Por mim, e acho que pela maioria esmagadora dos deputados, esta PEC não será acolhida. O que interessa ao PSOL e à Rede em defender o referendo? Essa proposta é um arranjo. É baseada em interesses partidários que não podem prevalecer sobre o interesse nacional", disse à BBC Brasil o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA).

sábado, 16 de abril de 2016

LULA - O FIM

Quando assumiu a presidência da República, em 2003, Lula tinha totais consdições de atacar problemas históricos do país. Tinha poder para promover as reformas da Previdência, Eleitoral e Econômica praticamente como quisesse. O apoio popular era tal que nenhum deputado federal ou senador ousaria ser contra. Seu peso calaria a oposição. Contudo, sua opção foi dar continuidade a todas as receitas de seu antecessor, FHC.

Continuar não foi o bastante. Inchou a máquina pública e destinou recursos absurdos para movimentos nada populares. Bem, o que sobreveio ao país vemos claramente neste momento.

E o presente?



Lula, tornou-se um trapo político diante do impeachment do PT. Sim, Dilma cair é cair o PT. Um ser mergulhado num mundo paralelo de poder, sob uma visão de poder, permeado de desejo de poder, na busca insana de poder. Sim, poder, poder, poder... Alimentou-se das gentes a ovacioná-lo, de discursos pelo aplauso, de uma 'verdade' delirante. Um líder que perdeu-se em si e por causa de si mesmo.

Achou-se intocável e foi tocado por seus próprios atos. Decadente, mostrou seu fim quando quis trocar cargos por apoio, quando a força de um homem está em ter apoio pela força que possui. Força moral, força visionária, força de levar pessoas a segui-lo.

Não há mais nada senão o dinheiro que se esgota e que não encanta mais quem já o possui. Cercou-se de homens que se vendem até que a venda não lhes satisfaz mais porque a moeda mudou.

Morra Lula e seu Partido dos Trabalhadores. Morra na solidão dos abandonados.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O ABUTRE

Muito semelhante à Lula, Clésio Salvaro não tem qualquer receio de suas incoerências. O Ex-quasetudo da política local age consciente da pouca atenção do eleitor ao que discursa ao longo do tempo. Contudo, esse ''esquecimento'' tem seu limite e vê-se claramente o desgaste de sua imagem, mesmo mantendo-se à frente dos concorrentes ao cargo de prefeito de Criciúma nas pesquisas para as eleições de Outubro deste ano. Sim, nas várias pesquisas que vi, ele não chega a 20% das intenções dos eleitores na Espontânea.

Um dos traços de psicopatia é acusar os outros daquilo que é

Um dos mais conhecidos ataques desferidos por este homem foi a Eduardo Moreira e o PMDB tratando-os como ABUTRES. Não que não sejam. E acho que são mesmo. Mas não pelas razões de Salvaro, que vitimizou-se por ações na Justiça que, sequer, teve êxito. Ora, é a estratégica do desvio de foco. Ao invés de defender-se e mostrar inocência desqualifica quem o processa. Eis outra semelhança com Lula e seus asseclas.

Desta feita, certo do esquecimento de seu eleitor, procura esse mesmo Eduardo Moreira, e esse mesmo PMDB de abutres, com pires na mão. Não quer que sua candidatura seja judicializada. Ou seja, vai entrar na corrida eleitoral sabendo que deve e que será impedido de concorrer ou, espelhando 2012, sob liminar. O resultado disso, caso consiga a tal liminar, é fazer o povo ir às urnas em Março de 2017.

O que mais, além do jogo sórdido de palavras e condenações (sim, são várias), esse senhor vai fazer para manter-se no poder?

Caso ainda haja dúvidas de quem me lê: desde que saiu da prefeitura como Clésio Salvaro tem aparecido na imprensa? Por préstimos à cidade e seu cidadão? Por fazer algo de bom à quem diz amar? Não. Aparece apenas em confusões politiqueiras.

domingo, 10 de abril de 2016

AS PUTAS NA CAMA

Nada que se diga sobre comportamento humano é absoluto. Nem mesmo o instinto animal de autopreservação não se vê em todos, já que temos os suicidas. Portanto, o que passo a escrever diz respeito a uma parcela das mulheres com as quais convivi e das conversas com amigos que tenho apreço, aqueles que fogem aos trogloditas que nada sabem sobre elas.

Vamos lá. Notei as que gostam de serem chamadas de putas na cama - eu disse "na cama". Vale uma ressalva, pois a fidelidade de uma mulher pode ser apenas a troca pela estabilidade financeira e atitude provedora do parceiro, o que, sejamos honestos, é um pagamento pela foda. Essas, as que têm o fetiche do que se costuma chamar de safadeza, tendem a não serem apenas de um homem. Ou seja, ao encontrarem a liberdade, mesmo que casadas, procuram meios de satisfazer seus desejos, os de sexo com vários parceiros. Querem ser chamadas de "puta" porque está nelas serem putas.

Essa relação, que nem sempre é entendida por ela mesma, ou nem mesmo percebida, faz pressão interna por satisfazer-se. Evidente que, diante da sociedade e de princípios morais da educação, há barreiras e suponho, haja as que não as conseguirão suplantar. O fato que me parece claro é que, em tendo a tara de ser chamada de puta pelo parceiro, tendem à não serem fieis, ou não desejarem apenas um homem. O ser chamada assim remete à desejar um cara diferente vez ou outra, regularmente, ou quando não consegue mais segurar-se.

Ora, isso não tem nada de imoral, antiético, ou uma disputa entre certo e errado. É uma vontade pessoal que se realiza com outras pessoa num momento de consentimento mútuo. Está na pessoa, assim como gostar dessa ou daquela cor, desse ou daquele sabor. Mesmo que mantido sob controle, o desejo está ali.

Uma das situações que corroboram nessa minha tese é das que se prostituem por prazer e das adeptas do "gang bang", menage e swing. Mulheres que assumem o quanto gostam de estar com um cara diferente a cada vontade de sexo ou diversificarem, ir além do parceiro fixo. Eis que, indo um pouco mais além, tal comportamento referenda o que venho dizendo há anos e com farta anuência de estudiosos: sexo e amor nem sempre andam juntos. O tesão, instintivo, está acima do amor ou paralelo a ele.

Há quem só consiga ver sexo com amor, dentro de uma relação estável e condena as outras formas de lidar com isso. Evidente que há algumas coisas por trás dessa posição, como o medo da traição etc. Quem defende sexo no casamento, com amor, papai-e-mamãe, acha que isso é a única forma. Ledo engano ou mera ocultação dos fatos que repudia e teme.

Não é uma questão de amor, de certo e errado, de melhor ou pior etc. É apenas algo sobre o qual ela não tem poder. Está acima da sua vontade. Podendo, apenas, manter sob controle e selecionar muito bem com quem vai se satisfazer.

O sujeito que casar com uma mulher dessas tem duas opções: não saber ou participar de seus desejos.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Bolívar Lamounier denuncia Lula

SÃO PAULO, 06.04.2016
EXMO. SR.
DR. RODRIGO JANOT
DD. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
BRASÍLIA – DF

SR. PROCURADOR:
Valho-me da presente para encarecer a necessidade de uma intervenção urgente e enérgica por parte de Vossa Excelência no sentido de coibir a compra de votos de deputados federais orquestrada e conduzida pelo Sr. Luís Inácio Lula da Silva.
Praticada às escâncaras, em plena luz do dia, sem qualquer disfarce ou rebuço, a referida ação vem sendo amplamente noticiada pela imprensa de todo o país, não faltando sequer a informação do locus faciendi escolhido pelo ex-presidente: o hotel Golden Tulip, em Brasília.
Que se trata de uma prática criminosa, não há dúvida. Faz apenas três anos que o Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Penal 470, o chamado “mensalão”, cujo objeto era exatamente o mesmo: a compra de consciências e votos de congressistas. Daquele julgamento resultou a prisão de vários integrantes da “organização criminosa” que a concebeu e perpetrou, alguns dos quais continuam detidos. Não há como ignorar que o famigerado “mensalão” aconteceu durante o período presidencial do Sr. Luís Inácio Lula da Silva.
Como bem sabe Vossa Excelência, os antigos “coronéis” do interior nordestino tornaram-se conhecidos como os grandes vilões de nossa história política. Mas, justiça seja feita, por execráveis que fossem suas ações de aliciamento eleitoral, eles as praticavam com recursos próprios, não com cargos e verbas públicas, como ocorre atualmente nas dependências do mencionado hotel brasiliense.
A imperiosa necessidade da intervenção de Vossa Excelência encontra-se pois claramente configurada, de um lado, pela jurisprudência do STF, firmada em conexão com Ação Penal 470 e possivelmente com outras mais; do outro, pela alta conveniência – reforçada pela proximidade da votação inicial do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pelo plenário da Câmara Federal- de impedir o prosseguimento da prática delituosa em curso, implicando inclusive a detenção preventiva de seu autor.
Sem outro particular, reitero-lhe nesta oportunidade os meus votos de elevada estima e apreço.
Respeitosamente,
Bolívar Lamounier