domingo, 22 de maio de 2016

A ESCOLA E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O que gera desenvolvimento econômico?

Investimento público em áreas industriais?
Sim, mas apenas para alguns seguimentos que já estão no mercado e querem crescer ou adequar-se às exigências dos clientes. Há muito mais fora dessas áreas, em pequenos negócios nas casas, nos quintais e no comércio, inclusive eletrônico. As áreas industriais não resolvem, necessariamente, a logística, por exemplo. Uma área industrial em Nova Veneza faz o transporte da mercadoria atravessar Criciúma para chegar à BR 101... Ora, o empresário vai preferir Içara, Maracajá ou Jaguaruna, mesmo que tenha que pagar pelo terreno. Um serralheiro vai preferir o Guatá, em Lauro Muller, ou o bairro Presidente Vargas, em Içara, onde tem acesso a toda Criciúma, Içara, Morro da Fumaça, Rincão, Siderópolis, Forquilhinha, Sangão e Cocal do Sul em cerca de 20 quilômetros?

Redução de impostos?
Sim, mas isso não é competitivo em si mesmo, tampouco traz alguma inovação e é parte pequena da gestão. Impostos são um peso e não necessariamente um diferencial na hora de vender a produção. Vários e ridículos incentivos são dados às empresas para contrapor aos tributos. Abatimentos no confronto de notas fiscais que não reduzem a burocracia. Pelo contrário a aumentam. Afinal de contas, o que vale mais: isenção ou consumo? Pagarei 70% de impostos se os 30% restantes me deixam rico.

O que gera riqueza, definitivamente, são as trocas voluntárias e a vontade de pessoas empreenderem.

Mas não por causa do desemprego - isso é desespero e tem tudo para dar errado. A vontade deve vir do desejo de proporcionar algo para si, do sonho de REALIZAÇÃO. E como trabalhar a ideia de empreender com todos os desafios inerentes a isso e a cultura da ''carteira assinada''?

Não há receitas absolutas. Contudo, um exemplo veio da Coreia do Sul, onde, desde a tenra idade, as crianças recebem informações que as farão desejosas de empreender ou serem bons profissionais. Eis um papel que nossas escolas não estão exercendo.

Chegamos ao ponto. Do que entendem sobre empreendimentos os secretários de Educação e os professores em sala de aula? NADA, ou tão pouco que em nada farão diferença. Nossos alunos saem da escola sem a menor ideia do que seja uma ''cadeia produtiva'', faturamento X lucro ou quais caminhos profissionais seguirem. Mas saem com a ideia de que empresário explora o funcionário (sic)!

Minha suposição (sim, não atrevo a ser kartesiano) é de que precisamos atrair homens e mulheres de sucesso para a sala de aula. Além disso, o currículo precisa ter esse foco. As tais "conscientizações" políticas esquerdistas são contrárias a isso e, portanto, precisam ser aplacadas. Precisamos de estudantes alimentando-se da vontade e da energia de empreender e se tornarem profissionais de excelência. Não precisamos de mais gentes enfileirados a exigirem assistência dos governos.

Motivação pela recompensa faz toda a diferença. E nisso valem todos os exemplos positivos possíveis e formação adequada. Coisa que nossas escolas não dão.

SAÚDE NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

SAÚDE pública é incurável. Sem solução de forma permanente por sua natureza, óbvio.

Mas qual seria o objetivo dos gestores e da própria população ao acessarem os serviços? Seria ''mais exames'' ou ''mais médicos''? E a ideia de ''menos doenças''? Nossa população é basicamente sedentária e está, na maioria e crescentes casos, acima do IMC recomendável.

De uns cinco anos para cá vimos prefeituras investindo recursos em academias nos bairros. Foram pequenos recursos e que seriam importantíssimos. Contudo, o que se viu na vasta maiorias dos casos? O mato tomou conta e os ''brinquedos'' quebrados. E mesmo que não tenham chegado a este ponto seu uso está muitíssimo longe do desejável. Ora, o povo é preguiçoso ou desatento às suas próprias necessidades e está engordando. O sobrepeso está crescente nas populações de menor renda o que torna a coisa ainda mais assustadora.

E o que falta? Bem, suponho algumas coisas. Na escola, por onde todos passaram, a Educação Física não educou. As aulas de Ciência não apontaram uma forma de viver. As de Matemática não mostraram os números da saúde/doenças. As de Português não trabalham textos da área. As de História não abordaram esse assunto ao longo da nossa existência. Os professores não foram eficientes ou mesmo nem quiseram ser porque suas atenções estavam em fazer greve por melhores salários.

Por exemplo: as mulheres estão em maior número nos postos de saúde e são as que menos praticam esportes. Isso nos diz alguma coisa!

Eis que, minha atenção se volta para as próximas gerações a fazerem fila nos postos de saúde e que hoje estão nas escolas a desaprenderem o quanto é bom correr atrás de uma bola, correr nos pega-pegas, se sujar nas escorregadas na grama e por aí vai. As competições fomentadas são para poucos o que nos remete ao desejo de vitória para projetar o nome das instituições, não para promover SAÚDE e uma forma mais equilibrada de viver.

Desconheço integração entre Secretarias de Saúde e Secretarias de Educação neste sentido. Educação e saúde andam juntos, pois quem desconhece não pratica.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

LICITAÇÕES E SEUS ROLOS

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?

Você sabe quais ou quantas formas há de desviar recursos públicos sem a atuação de políticos? O ponto está na licitação e nos entraves legais.

Não há uma forma imune à corrupção. Nenhuma! Assim, cada modelo tem sua brecha "intapável". Vamos a um exemplo. Na concorrência empresas fazem suas propostas de fornecimento de bens, serviços ou obras. Cada uma com ser preço? Não. Em geral fazem acordos verbais antes de apresentarem as propostas e revezam o fornecimento. Ora uma ganha, ora outra. Ou, conforme o tipo de licitação, cada uma fornece uma parte. Não há limites para a sordidez.

Um levantamento feito pela vereadora Tati Teixeira deu conta de que uma sala de aula custa aos cofres públicos TRÊS VEZES MAIS do que se você ou eu contratássemos um empreiteiro. O que é isso senão um assalto absurdo ao dinheiro de todos (esse "todos" inclui o empresário, sua família e amigos).

Os empresários que tiveram prejuízos ao realizarem obras para o poder público (sim, encontrei alguns) têm um ponto em comum: eram de primeira viagem.

O quê esperar de um povo que assalta a si mesmo?

MENTES CORROMPIDAS

Nossa cultura, e eu gostaria muito de não pertencer a um povo assim, sendo submetido às suas influências, é leniente. Somos um povo que pouco preza os bons costumes, que é afetuoso para com todo o tipo de crime com exceção dos contra a vida, como se houvesse algum que não fosse. Vale lembrar que tenho por bons costumes aquilo é que, digamos, salutar para a convivência em sociedade e cada sociedade com suas características. Nesse sentido pouco me importa o modelo de família, por exemplo, mas o modelo de conduta. Vamos ao ponto.

Estourou a bronca da Petrobras com a Operação Lava Jato, iniciada, não por causa dos desvios na empresa pública, mas por causa da lavagem de dinheiro por doleiros, daí o nome. E o povo ficou assombrado com toda essa festa petista e seus aliados. Como assim? Ora, não sabiam do Mensalão?

As manifestações públicas nunca foram e nunca serão um problema de corrupção, tenho que admitir. O que pegou e levou o povo às ruas foi a energia elétrica que aumentou assustadoramente e seus desdobramentos na economia. Alguma dúvida da corrupção do governo Lula? Não, nenhuma! Mas saiu com quase 90% de aprovação.

Nosso povo não tem aversão alguma à corrupção, mas a qualquer ataque ao seu bolso. É como se não importasse o quanto é roubado de todos (e "todos" inclui a cada um), conquanto que individualmente não seja roubado. Essa é a lógica. Uma lógica burra!

A final de contas, de quem é a culpa da desgraça que sobreveio ao Brasil? Dos que não deram bola para o Mensalão e o ROUBA, MAS FAZ imperou. Se Dilma tivesse um mínimo de sucesso em seu governo o PT e seus asseclas estariam frouxos a angariar fundos de campanha e seus líderes enriquecendo exponencialmente sem qualquer vergonha.

Ah, e o Sérgio Moro seria menos conhecido que o juiz de Lagarto (SE).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

NOVA ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE É POSSÍVEL?

Cinco caminhos possíveis para novas eleições

Por BBC Brasil

Com um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice, Michel Temer (PMDB), assumiria a Presidência da República até 2018. No entanto, há pelos menos cinco cenários hipotéticos em que novas eleições seriam convocadas antes do previsto. Confira:

Possibilidade 1: Dilma e Temer são cassados

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, desde o ano passado, uma ação de impugnação da eleição da presidente, com base em acusações do PSDB de que a campanha da chapa Dilma/Temer teria sido financiada parcialmente pelo esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato.
Se o tribunal julgar o pedido procedente, tanto a petista quanto o peemedebista poderiam ser cassados.
Neste cenário, assumiria temporariamente o poder o presidente da Câmara dos Deputados (função exercida atualmente por Eduardo Cunha, também do PMDB).
Se essa cassação ocorresse ainda na primeira metade do mandato (ou seja, até o fim deste ano), o líder do Legislativo teria de convocar novas eleições em até 90 dias; mas, se fosse decidida na segunda metade do mandato, o Brasil teria eleições indiretas, com apenas deputados federais e senadores apontando um sucessor.
É importante ressaltar que o resultado das eleições de 2014 não seria levado em conta – ou seja, o senador Aécio Neves (PSDB), derrotado por Dilma no segundo turno, não assumiria a Presidência. Mas, obviamente, poderia disputar o novo pleito.


Possibilidade 2: Renúncia coletiva

Outra possibilidade teórica para convocação de novas eleições seria uma improvável renúncia coletiva da presidente e do vice. Neste caso, o presidente da Câmara assumiria temporariamente e novas eleições seriam convocadas.

Possibilidade 3: Temer é alvo de impeachment

Já existem articulações para encaminhar um pedido de impeachment de Temer caso ele venha assumir a cadeira presidencial. Se tivessem sucesso, o cenário de novas eleições se repetiria.
Mas é bom lembrar que, para ser acolhido, um pedido de afastamento contra ele teria de ter como argumentos irregularidades ocorridas durante seu mandato na Presidência da República.
Importante também notar aqui que os prazos determinando a eleição direta e indireta seriam contados a partir do início do segundo mandato de Dilma (1º de janeiro de 2015), não a partir do início do período "tampão" de Temer.

Possibilidade 4: Temer assume... e renuncia

Um possível governo Michel Temer não estaria imune à instabilidade. Além das pressões políticas, o vice pode também ser alvo da Justiça, uma vez que foi citado na delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS).
Na colaboração premiada que firmou com a Procuradoria-Geral da República, Delcídio, que foi líder do PT no Senado, afirmou que Temer articulou a indicação de Jorge Zelada para o cargo de diretor da área internacional da Petrobras e de João Augusto Henriques para a BR Distribuidora.
Zelada, apontado como o elo do PMDB no esquema, foi condenado a 12 anos de prisão. Temer disse que não participou das indicações, e o PMDB nega ter participação no caso.
Diante de uma eventual escalada nas pressões, um possível cenário seria o de renúncia do peemedebista. Neste caso, o presidente da Câmara assumiria a cadeira presidencial até novas eleições diretas ou indiretas, assim como listamos na possibilidade 1.

Possibilidade 5: Referendo é aprovado

Parlamentares no Senado e na Câmara querem levar a plenário propostas de referendo para que a população decida sobre o afastamento ou não de Dilma e Temer.
O modelo defendido é o de referendo revogatório (também conhecido como "recall"), adotado em países como Alemanha, Estados Unidos (em determinados Estados), Suíça e Venezuela.
Diferente do impeachment, que exige a comprovação de crimes políticos, o "recall" prevê que presidentes e parlamentares possam ser afastados em caso de ineficiência ou desaprovação popular, se a maioria da população assim decidir.
Na última sexta-feira, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) defendendo a pauta.
"A melhor alternativa para esta crise é levar para a soberania popular resolvê-la", disse Randolfe à BBC Brasil. "O governo padece de uma crise de legitimidade. O impeachment não resolve o problema, porque (Michel) Temer já foi citado algumas vezes na Lava Jato (na delação do senador Delcídio do Amaral)."
A proposta, no entanto, não conta com apoio para ser aprovada: "Por mim, e acho que pela maioria esmagadora dos deputados, esta PEC não será acolhida. O que interessa ao PSOL e à Rede em defender o referendo? Essa proposta é um arranjo. É baseada em interesses partidários que não podem prevalecer sobre o interesse nacional", disse à BBC Brasil o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA).

sábado, 16 de abril de 2016

LULA - O FIM

Quando assumiu a presidência da República, em 2003, Lula tinha totais consdições de atacar problemas históricos do país. Tinha poder para promover as reformas da Previdência, Eleitoral e Econômica praticamente como quisesse. O apoio popular era tal que nenhum deputado federal ou senador ousaria ser contra. Seu peso calaria a oposição. Contudo, sua opção foi dar continuidade a todas as receitas de seu antecessor, FHC.

Continuar não foi o bastante. Inchou a máquina pública e destinou recursos absurdos para movimentos nada populares. Bem, o que sobreveio ao país vemos claramente neste momento.

E o presente?



Lula, tornou-se um trapo político diante do impeachment do PT. Sim, Dilma cair é cair o PT. Um ser mergulhado num mundo paralelo de poder, sob uma visão de poder, permeado de desejo de poder, na busca insana de poder. Sim, poder, poder, poder... Alimentou-se das gentes a ovacioná-lo, de discursos pelo aplauso, de uma 'verdade' delirante. Um líder que perdeu-se em si e por causa de si mesmo.

Achou-se intocável e foi tocado por seus próprios atos. Decadente, mostrou seu fim quando quis trocar cargos por apoio, quando a força de um homem está em ter apoio pela força que possui. Força moral, força visionária, força de levar pessoas a segui-lo.

Não há mais nada senão o dinheiro que se esgota e que não encanta mais quem já o possui. Cercou-se de homens que se vendem até que a venda não lhes satisfaz mais porque a moeda mudou.

Morra Lula e seu Partido dos Trabalhadores. Morra na solidão dos abandonados.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O ABUTRE

Muito semelhante à Lula, Clésio Salvaro não tem qualquer receio de suas incoerências. O Ex-quasetudo da política local age consciente da pouca atenção do eleitor ao que discursa ao longo do tempo. Contudo, esse ''esquecimento'' tem seu limite e vê-se claramente o desgaste de sua imagem, mesmo mantendo-se à frente dos concorrentes ao cargo de prefeito de Criciúma nas pesquisas para as eleições de Outubro deste ano. Sim, nas várias pesquisas que vi, ele não chega a 20% das intenções dos eleitores na Espontânea.

Um dos traços de psicopatia é acusar os outros daquilo que é

Um dos mais conhecidos ataques desferidos por este homem foi a Eduardo Moreira e o PMDB tratando-os como ABUTRES. Não que não sejam. E acho que são mesmo. Mas não pelas razões de Salvaro, que vitimizou-se por ações na Justiça que, sequer, teve êxito. Ora, é a estratégica do desvio de foco. Ao invés de defender-se e mostrar inocência desqualifica quem o processa. Eis outra semelhança com Lula e seus asseclas.

Desta feita, certo do esquecimento de seu eleitor, procura esse mesmo Eduardo Moreira, e esse mesmo PMDB de abutres, com pires na mão. Não quer que sua candidatura seja judicializada. Ou seja, vai entrar na corrida eleitoral sabendo que deve e que será impedido de concorrer ou, espelhando 2012, sob liminar. O resultado disso, caso consiga a tal liminar, é fazer o povo ir às urnas em Março de 2017.

O que mais, além do jogo sórdido de palavras e condenações (sim, são várias), esse senhor vai fazer para manter-se no poder?

Caso ainda haja dúvidas de quem me lê: desde que saiu da prefeitura como Clésio Salvaro tem aparecido na imprensa? Por préstimos à cidade e seu cidadão? Por fazer algo de bom à quem diz amar? Não. Aparece apenas em confusões politiqueiras.