terça-feira, 17 de janeiro de 2017

TELEFONES DOS VEREADORES DE CRICIÚMA

Ademir Honorato (PMDB) 99102-9766
Aldinei Poteleck (PRB) 99184-8955
Allison Pires (PSDB) 99113-5982
Antonio Manoel (PMDB) 99142-9728

Camila Nascimento (PSD) 99144-6014

Dailto Feuser (PSDB) 99117-9973
Daniel Freitas (PP) 99172-3371

Geovana Zanette (PSDB) 99188-6113

Jair Alexandre (PSC) 99136-9658
Júlio Cesar Kaminski (PSDB) 99113-3155
Julio Colombo (PSB) 99904-0579 - Presidente

Miri Dagostim (PP) 99186-6570
Moacir Dajori (PSDB) 99186-7894

Paulo Ferrarezi (PMDB) 99172-9834

Salesio Lima (PSD) 99159-2103

Tita Beloli (PMDB) 99172-0941

Zairo Casagrande (PSD) 99165-9314

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PRESÍDIOS OU ESCOLAS? OU: DARCY RIBEIRO VS GARY BECKER



Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

Tem feito grande sucesso nas redes sociais e na mídia esquerdista em geral uma frase (considerada por eles) profética do antropólogo Darcy Ribeiro: “Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”. Tal afirmação, feita em 1982, em plena campanha do então candidato Leonel Brizola ao governo do Estado do Rio de Janeiro, resumia a plataforma de governo brizolista, com foco na construção de CIEPs e na escola em tempo integral.



Para os defensores dessa “verdade”, quanto mais crianças e jovens na escola, menores seriam os índices de criminalidade. O problema é que, passados 35 anos, e a despeito do imenso déficit de presídios no país, a realidade teima em não confirmar a teoria. Pelas estatísticas disponíveis, enquanto o número de crianças matriculadas no ensino fundamental e médio não parou de crescer nas últimas décadas, chegando à taxa de 97,5% em 2014, os números da segurança pública vêm se deteriorando ao longo do mesmo período, chegando ao ponto em que se matou mais gente no Brasil entre 2011 e 2015 do que na guerra da Síria.

O Brasil sustenta o triste estigma de ser atualmente o país com maior número absoluto de homicídios do mundo. Proporcionalmente, também ocupa as primeiras posições do ranking. De acordo com parâmetros internacionais, considera-se que um país sofre violência endêmica a partir de uma taxa de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a média é de 26 por 100 mil. Em alguns estados, o índice chega a alarmantes 60 assassinatos por 100 mil pessoas.



Esses dados demonstram não apenas que não existe relação de causalidade entre as duas variáveis, mas que sequer encontramos uma correlação negativa entre elas. Por óbvio, não se está dizendo aqui que não é imperioso melhorar a educação no país – péssima sob qualquer padrão de avaliação -, mas sim que a construção de escolas não é solução para o problema da criminalidade, nem tampouco da baixa qualidade da nossa educação, como pretendem alguns.

A solução, ou pelo menos a redução desses números terríveis, segundo quem entende do assunto, passa necessariamente pela redução dos índices de impunidade no país, segundo os quais, de cada cem homicídios cometidos, mais de 90 não são sequer investigados, e apenas de 5% a 8% dos assassinos são efetivamente punidos. Por outro lado, devido à crônica falta de vagas nas prisões, cada vez mais criminosos presos em flagrante pela polícia deixam de ser apenados pela justiça.

Em seu famoso trabalho, “Crime and Punishment: An Economic Aproach”, devidamente citado pela Real Academia Sueca de Ciências quando lhe concedeu o Prêmio Nobel de Economia, em 1992, Gary Becker demonstrou – contrariamente à abordagem usual de sociólogos e criminologistas – que os bandidos, ou pelo menos a grande maioria deles, são atores racionais, os quais procuram maximizar a utilidade de suas ações, de acordo com cálculos subjetivos de custo-benefício. Em outras palavras, longe de serem agentes irracionais, cujo comportamento não tenderia a seguir padrões sistemáticos, Becker propôs que os criminosos são exatamente como os outros agentes que encontramos na teoria econômica padrão.

A “teoria da escolha racional” pelos criminosos invoca conclusões interessantes. Uma das idéias mais simples, porém mais profundas, da abordagem pioneira de Becker é que o “custo” que um criminoso enfrenta é determinado pelo punição que ele espera enfrentar, representado pela probabilidade de ser apanhado multiplicada pela “desutilidade” subjetiva do castigo que lhe será imposto.

Dessa forma, medidas que aumentam as punições previstas – como multas monetárias mais elevadas e prazos mais longos de prisão – aliadas à maior probabilidade de que sejam presos e condenados aumentarão esse “custo”, até o ponto em que os criminosos em potencial substituirão o crime por outras atividades (legais).

Portanto, ao contrário do que pensava Darcy Ribeiro, é mais provável que a redução dos índices de impunidade – inclusive com mais prisões e redução da maioridade penal – leve mais jovens para a escola (atividade legal) do que esta evite o caminho do crime.

Afirmar que a melhor maneira de combater o crime é através da construção de escolas, da extirpação da pobreza ou das desigualdades é não somente atribuir à criminalidade uma causa que o exame dos fatos não corrobora, mas, sobretudo, impedir quaisquer reações práticas e urgentes. Enfim, subordinar as políticas de segurança pública ao advento de um universo utópico, socialmente perfeito e igualitário, nos induz a esperar, inertes, pelo fim do mundo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

PERGUNTAS SEM FÉ PARA RESPONDE-LAS

Te agradeço imensamente a disposição de ler tão mal traçadas linhas.

Para começar uma observação.

Na criação do homem (Gênesis) Deus o fez sem aparelho reprodutor. Talvez sem o próprio pênis. Sim, Ele o fez para viver só. Então não havia necessidade de testículos e próstata, por exemplo. Eis que, de forma surpreendente, o Soberano percebeu que tinha errado. Ele percebe que os animais em pares estavam melhores que o homem só. A mulher é, assim, criada a partir da necessidade do homem: “Não é bom que o homem esteja só”. Enfim, Deus não tinha pensado na mulher quando planejou este mundo. E também não tinha planejado que houvesse humanidade, civilização, povos e todo e qualquer ajuntamento de pessoas. As religiões são, portanto, resultado de um remendo divino, não de Seu plano original. Por fim, ‘’conhecer o bem e o mal’’ é uma punição à desobediência do casal, quando deveria ser a virtude. Mais uma do plano original, sermos como bestas, sem capacidade de análise e sem livre arbítrio. Sem contar que não houve chance do arrependimento. A hereditariedade da punição é algo espantoso, não achas?

Sigamos, pois!

Interessante que na Lei se o marido morresse sem filhos seu irmão deveria transar com a cunhada até que gerasse um descendente para o falecido. Em a mulher morrendo nada em relação a perpetuar-se. O Deus judaico/cristão teve essa maravilhosa ideia para depois decidir que temos alma e não precisamos de filhos para nos perpetuarmos. Ou seja, mudou o método e o quê salvar, incluindo a mulher (subentende-se, ao menos).
- Como você entende o fato de na Torah (Pentateuco na tradução Vulgata) não haver Céu, nem Inferno, e a perpetuação do fiel se dá tendo filhos?
- Notaste que as mulheres não tinham esse privilégio?

Há coisas interessantes a serem observadas. Por exemplo, em 2 Timóteo 3:16 diz "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça". E, mais, este verso refere-se ao VT o qual classifica a mulher como impura por 33 dias se der à luz homem e 66 dias impura se mulher. Ora, você contaminou sua mãe o dobro que eu à minha. Na mesma linha o rei Davi fala “Lâmpada para os meus pés...”, referindo-se ao que dispunha: somente a Lei mosaica.
- Afinal, quem determina, e como, a parte a ser seguida desse livro?
- Se o NT remete ao poder do VT, porque não o sigamos por completo?
- Ora, se a Bíblia (toda) é apta para tudo isso, porque orar e depender do Espírito Santo?

Fé e Revelação. A fé é tão pessoal que posso crer que, de fato, o que me ocorreu é a mais absoluta verdade sem sê-lo. Assim se sustentam as mais variadas crenças. Krishna é cultuado há mais de 5 mil anos. E alguma coisa de bom deve haver nisso, senão o povo já teria descartado-o.
- Como a verdade divina pode ser submetida a impressões pessoais?
- Resta alguma dúvida que há limitações cognitivas para entender-se um texto? Um ser com deficiência mental ou Síndrome de Down fica como? Sem falar dos analfabetos...
- Um analfabeto funcional entenderá perfeitamente a Bíblia?
- Como terei certeza de que o que veio à minha mente, depois de orar e pedir que o ES me ilumine, é a verdade?

- A Bíblia é suficiente em si mesma?
- Não dependo de informações externas para entende-la?

Vamos ao exemplo de Enoque. De tão correto foi arrebatado. Não dispunha de nenhum livro, não tinha a Lei e muito menos uma religião formatada para orienta-lo.
- Eu poderia me salvar sem saber de nada da Bíblia?

Se dependemos apenas de fé, oração e deixar o Espírito Santo falar...
- Por que de reuniões nas quais outros seres humanos interpretam os textos e ensinam?
- Na tua igreja há espaço para quem não quer guardar o Sábado?

Tendo em vista que você, Manuela, provavelmente creria em Shiva e Ganesh, se nascesse na Índia, ou em Alá, se nascesse na Palestina, você crê em Jesus porque nasceu num país eminentemente cristão. Pela tua lógica Ele não falará comigo antes da fé e o ES também não me revelará nada.
- Supondo que eu não tenha a tal fé. Como tê-la?
- Você tem fé ou acostumou-se à ideia que te foi apresentada?

Um fato, ao vermos o mapa geopolítico das religiões, que TODAS cresceram e se fortaleceram porque tinham ao seu lado o poder bélico do Estado. Uma das maiores expansões do cristianismo na Europa se deu com Carlos Magno, que reinou 768 a 28 de janeiro de 814 (morte), através do uso da espada, e quem não se convertesse morria. Na Constituição do Império Dom Pedro II tinha que defender o cristianismo católico. A Constituição da Argentina, ainda hoje, tem no catolicismo a religião oficial.
- Você notou que todas as religiões, inclusive o cristianismo, precisaram do poder do Estado para crescer?
- Você, nem ninguém, pode falar abertamente de Jesus no Paquistão. O poder de Jeová não está acima da Lei humana?

O que me chama a atenção é que a Bíblia que temos foi escolha de bispos no Concílio de Nicéa, ano 325 dC, sob convocação do imperador Constantino. Os mesmos que determinaram o exílio e morte de quem pensava diferente deles. Sim, é razoável pensar sobre o risco que Deus correu ao dar o livre arbítrio ao homem e dele depender como filtro para escrever, compilar, conservar os manuscritos e traduzir Sua verdade. Ao acreditar na Bíblia também tenho que depositar absoluta confiança em homens que, sequer conheci, em todo esse processo. “Maldito o homem que confia no homem...”
- Como saber que o que restou (o NT), diante de centenas de textos da época, é o que Deus queria?
- Tinham o livre arbítrio para escolher?
- Notaste os textos no NT que mandam aceitar o poder terreno sem questionamentos? Muito apropriado a um imperador...

E essa dependência da fé... Daí alguém diverge do teu pensamento, ou da tua igreja, e não teve a fé necessária para entender tudo porque TU TENS A FÉ VERDADEIRA. Que razão há para não supor o contrário? Por exemplo, a forma correta de entender a Bíblia pode ser dos Testemunhas de Jeová. Ou, pior, o Alcorão é o caminho e você foi enganada.
- Afinal, como poderemos saber se o Espírito Santo não teria revelado a eles?

No Grego Koiné há tempos verbais como o Aoristo e três tipos de gerúndio que são intraduzíveis para nosso idioma. Há ainda quatro tipos de preposições “em” (em cima, à volta, em baixo, dentro) e dois tipos de “não”, um “não”não permitindo em hipótese alguma e o outro estabelecendo a possibilidade do sim. (Ex.: “Não julgueis para que não sejais julgados”. Sabes que “não” é esse?). No caso do Hebraico (sem as vogais) e Aramaico são ainda mais complexos.
- Posso confiar na tradução para o Português? Ela também foi inspirada pelo ES?
- E como ficam as partes intraduzíveis?

Jesus não deixou um texto sequer. O único que diz ter feito pesquisas foi Lucas, o médico. Os manuscritos mais antigos, com razoável conservação, datam de mais de 125 anos após os fatos descritos. O apóstolo Paulo, por exemplo, sequer dispôs dos evangelhos como os conhecemos. Nem João na ilha de Patmos. Ou seja, só temos cópias de cópias de cópias... Além do mais difícil: até Guttenberg inventar a imprensa em 1513, os textos eram para uns pouquíssimos, inacessíveis. E SÓ SE POPULARIZOU EM MEADOS DO SÉCULO 20. Que Deus estranho que não optou por revelar tudo individualmente, sem deixar dúvidas. Preferiu terceirizar.
- Como fica o que disseste “que devemos estudar as escrituras por nós mesmos. Quem quer a verdade deve pedir ao Pai (com fé) e obterá como está escrito...” sem ter acesso ao texto como muitas culturas que ainda não tiveram tradução?
- Se Lucas fez pesquisa não foi inspirado?
- O mesmo “poder” que os fez chagar até nós em fragmentos e cópias de cópias, não poderia tê-lo feito em absoluto estado de conservação, mantendo exatamente os originais e não permitido que surgissem os tais apócrifos?

Ora, estou vivendo minha vidinha, nada sei de Jesus, desconheço a existência da Bíblia, e Ele não pode falar comigo porque não tenho a fé e nunca ouvi que precisava ter a tal fé... (desculpe, neste ponto meu nível de ironia está bem elevado)
- Em sendo Deus absoluto, sem limitações, o que o impede de dizer a nós o que quer sem ao menos crermos que seja possível?
- Se Ele depende de nossa fé para nos dizer algo, significa que a descrença é uma barreira para Ele. O teu Deus tem barreiras?
- Passei minha vida sabendo apenas do Deus errado porque o mundo onde nasci desconhece o verdadeiro. Serei culpado por isso?

Imagino que Deus seja absoluto em si mesmo, bastando-se a si mesmo, ou, suponho, não seria Deus. Em havendo alguma vontade haverá igualmente alguma carência. Se Deus tem vontade tem carência, precisa do objeto de sua vontade para que se sinta satisfeito. A existência de bíblias e seus intérpretes é para mim a terceirização daquilo que ele quer: fazer sua verdade chegar ao homem. O que lhe impede (e a minha falta de fé não pode ser barreira ao Todo Poderoso, ou não será Todo Poderoso) de dizer exatamente o que quer a todos os seres humanos, em todos os lugares e em todos os tempos? Ele não fez nada disso até o momento...
- Assim, como imaginar que Ele, absoluto e de nada carente, precisa de intermediários para se aproximar do homem que ELE criou?
- O uso de intermediários foi uma decisão Dele, tanto que se aproximou de alguns. Então quem se afastou de quem?
- Como você vê o fato de Deus precisar de meios humanos para nos falar?

Deus nos criou para quê? Para sua glória? Volta o ponto de não ser carente de nada. Para nos sujarmos neste mundo e, assim, poder nos salvar? Estranho! Lembre-se que o plano original era de apenas um humano, Adão.

Vamos ao todo do processo divino segundo a Bíblia:

1. Criou apenas um ser humano, Adão.

2. Criou uma árvore como tropeço (poderia não fazê-lo);

3. Expulsou sem direito ao arrependimento;

4. Tornou a condenação hereditária indefinidamente;

5. Criou um povo, excluindo os demais de terem uma relação com Ele;

6. Resolveu falar com uns poucos selecionados para que estes falassem aos demais;

7. Criou um sistema de leis que não deu certo e enviou um Salvador (o meio atrapalhou o fim?);

8. Criou um novo compêndio de textos selecionados por homens;

9. Mas estes textos precisam que o ES atue para interpreta-los. Atuação restrita à atividade mental do indivíduo;

10. Você precisa pedir a Ele que te revele o que escreveu no livro. Ou seja, o livro por si só não ensina o caminho;

11. Sua ‘’verdade” é entregue em gotas, paulatinamente, ao longo de séculos e necessita da edição constante de novos livros para tornar este seu livro acessível;

12. Esse salvador depende de humanos para ser conhecido e leva 1.500 anos para chegar à América, por exemplo, e quando chega é através do catolicismo e demora mais 400 anos para que protestantes atuem efetivamente no Brasil;

13. Protestantes queimam mulheres acusadas de bruxaria nos EUA no século 18 e deixam de fazê-lo porque a Lei humana os impede (exemplo de fé);

14. O livro, com este salvador, depende de instituições humanas para ser preservado, traduzido, impresso e distribuído, mesmo que não haja qualquer orientação para tal em seu próprio livro;

15. Se Jesus entregou sua mensagem apenas oralmente, por que sua retransmissão deve ser impressa e ainda gera divergências? E, por gerar divergências, a fé (ato pessoal e intransferível) torna-se insipiente como resposta.



sábado, 31 de dezembro de 2016

DE PAI PARA FILHA

No ano em que a Dassoler Contabilidade completou 35 anos passou à segunda geração. Fundada em 1981 por Cloir Da Soller, a partir deste ano, a empresa passou em definitivo às mãos de sua filha, Keli Lima Da Soller. Formada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Ciências Contábeis pela UFSC e Unisul, Keli atuou em todos os setores da contabilidade desde 2011 para entende-los no dia-a-dia e superou desafios dentro e fora do escritório em Criciúma.
Sua determinação, fruto de personalidade forte, fez com que, não somente superasse os desafios impostos pela idade, conquistasse respeito de clientes e colegas de trabalho.
A seguir um pouco da visão da empresária e sua experiência.



Quais dificuldades você encontrou ao assumir o escritório?
Senti alguma dificuldade diante dos clientes pelo pouco conhecimento que têm em gestão. Tive que remodelar o escritório criando um documento para as rotinas, de protocolos ao atendimento. A equipe é maravilhosa e recebeu-me muito bem. Sou grata a todos!

E o fato de ser mulher e jovem diante do mercado?
A maioria dos clientes me recebeu muito bem, sem qualquer empecilho. Porém, vou ser sincera, em relação a alguns houve restrições. Mais pela idade. Quando cheguei tinha apenas 26 anos. Então, houve quem pensasse “Como assim, uma menininha vai dizer como tenho que trabalhar?”. Aos poucos fui conquistando-os com o auxílio do meu pai. Hoje a maioria telefona diretamente pra mim.



Teu pai tem muita experiência em contabilidade. Como é tua relação com ele?
Meu pai tem cerca de 40 anos de profissão. Por isso, no início, ele teve que se adaptar mais a mim do que eu a ele. Aprendi muito com ele, pois tem muito conhecimento. Mesmo assim eu trouxe coisas novas porque também trabalhei num escritório de advocacia em Florianópolis, onde já havia a setorização do trabalho, tudo definido por programação e sistemas informatizados, por exemplo. Assim, fizemos juntos uma série de atualizações.

Qual a tua visão do momento econômico do país e das políticas públicas do governo?
Muitos empresários não se prepararam para estas dificuldades. Nós vínhamos alertando nossos clientes há três ou quatro anos. Estava claro que o bom momento era temporário. Infelizmente a política econômica do governo Dilma foi voltada para o populismo, para o crédito fácil, o povo se endividou e a conta chegou. Não tivemos um desenvolvimento da nossa indústria, nem da nossa infraestrutura. Estamos num momento muito ruim e que tende a se alongar pelo próximo ano. Se tudo der certo começará a melhorar no primeiro ou segundo semestre de 2018.

E o governo Temer...
Do Temer eu esperava mais atitude. Quando ele entrou o mercado reagiu bem. Teve até uma certa euforia. Infelizmente não temos políticos que pensem em livre mercado, nem em uma abertura maior. Vai continuar esse populismo. A menos que surja alguém que trabalhe melhor a política de mercado. Hoje ainda temos muito protecionismo para grandes empresas e conglomerados. Enfim, muita regulação do mercado.

Como ficam as micro e pequenas empresas?
O pequeno, o empresário de microempresa, não tem como sobreviver. Não tem como cumprir toda a carga tributária. Não tem como cumprir suas obrigações acessórias. Não tem metade dos benefícios que as grandes empresas têm. O nosso capitalismo só beneficia os grandes conglomerados.

O que se pode esperar para 2017?
Os meus votos são de que estabilize. Que tenhamos um período de estabilidade política, que está faltando para este país. E posteriormente a econômica. Antes da estabilidade política, de cessar essa bagunça em Brasília, não teremos melhoras na economia. Que investidor acredita no Brasil? O problema do Brasil é muito mais político que econômico.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A REAÇÃO À CRISE DO CARVÃO 1980-1990

A REAÇÃO À CRISE DO CARVÃO 1980-1990


André Roldão

Charlene Cardoso professor-Tutor Externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso História HID24 – Prática do Módulo IV
22/11/2016



RESUMO


O presente artigo tem como principal objetivo registrar um dos momentos mais críticos da economia de Criciúma e região com a queda da produção de carvão na última década do século XX. Além disso, cumpre entender como as empresas e o poder público reagiram à crise, as saídas encontradas e a mudança de eixo econômico que se verificou concomitante à queda acentuada de postos de trabalho daquele setor.

Palavras-chave: carvão, crise econômica, vestuário


1 INTRODUÇÃO


A história econômica de Criciúma é marcada pela exploração do carvão mineral, sendo principal motriz de geração de riqueza, emprego e renda, durante décadas. De uma pequena cidade de imigrantes europeus com 27.753 habitantes em 1940, para 81.451 em 1970. Um crescimento de 193% em 30 anos, tornando-a polo regional e superando cidades mais antigas como Laguna, Tubarão e Araranguá.
Tal crescimento populacional se deu por conta a incrível geração de empregos gerados pela produção de carvão e os negócios fomentados a partir de sua exploração. A partir da segunda metade da década de 1980 teve um abrupto revés econômico com o fechamento de minas e demissões oriundas da queda de produção. A cidade se viu mergulhada em crise social, com fatores externos e internos, tanto para a queda como para a superação que se viu em tão poucos anos.
Assim, fatores históricos, culturais, sociais, geográficos entre outros, torna-se um prato cheio para historiadores e jornalistas desejosos de entender fenômenos como o de Criciúma.
Neste trabalho vamos analisar números da economia e empresariais das últimas décadas do século passado. Também foram feitas entrevistas com quem esteve no centro da crise e como buscaram soluções no curto e no médio prazos para amenizar os impactos sociais, principalmente, para com as classes de menor poder aquisitivo.


2 O CICLO DO CARVÃO


“A descoberta do carvão foi pelo Sr. Giácomo Sonego, em suas terras, já no ano de 1904, sendo usado em ferrarias da localidade para aquecer fornos.”[1] Porém, pesquisas em torno do carvão do Estado de Santa Catarina deram seus passos quase um século antes da exploração iniciar. “Já em 1832 o naturalista Friedrich Sellow fez as primeiras anotações sobre o carvão catarinense.”[2] Apesar disso, somente em 1915 se dá o início da exploração do carvão mineral em Criciúma, pressionada pela demanda da Primeiro Guerra Mundial, de forma muito rudimentar, com a primeira mina no bairro Pio Correa (posteriormente veio a ser conhecida como a “Mina Modelo” de visitação pública) e sem uma estrutura adequada de transporte, que começou a ser construída com a estrada de ferro Dona Tereza Cristina de 1920-1930. Em 1925, vindo a emancipação do município, desmembrando-se de Araranguá, a população era estimada em 8.500 habitantes.
A diversificação industrial da economia de Criciúma estabeleceu novo ciclo de investimentos a partir da década de 1940. Porém, o carvão manteve-se como principal fonte de riquezas com a necessidade urgente de fornecimento por conta da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com recursos abundantes da mineração surgem as cerâmicas. Em “iniciou em 1947, com o surgimento da cerâmica Santa Catarina Ltda” que “em 1973 adotou a marca de Azulejo Cesaca. (...) Em 1966 foi fundada a Cecrisa, no Bairro Próspera, iniciando sua produção de azulejo em 1971.”[3]
Segundo Filho (1997)
Num primeiro momento, a indústria carbonífera cumpriu seu papel, como indústria motriz de menor proporção, impulsionando o desenvolvimento da metalúrgica, atacado de ferragens e outras pequenas atividades urbanas. Num segundo momento, a indústria cerâmica será a indústria motriz de maior proporção que impulsionou outras atividades industriais, além de novas metalúrgicas, fornecedores de insumos como esmaltes, indústria química, embalagens e transportadoras.[4]
Já na década de 1970 surge outra indústria no cenário criciumense: as confecções do vestuário que “também desempenham este papel de impulsionadoras, proporcionam o surgimento de lavanderias, bordadeiras, serigrafias e outras atividades paralelas”.[5] Esta década foi igualmente marcada por mais um boom do carvão com a crise do petróleo de 1973. Vindo nova crise do petróleo em 1979 a produção de carvão ganha novo e derradeiro impulso.
Criciúma experimenta o auge do ciclo do carvão em meados da década de 1980. Em 1985 obtém a maior produção de CPL (carvão pré-lavado) da história da região carbonífera com 4,3 milhões de toneladas. Filho (1997) registra o processo que culmina no fechamento das minas em Criciúma:

Cabe ressaltar que a partir de 1986, o governo anunciava constantes avisos de que a política nacional do carvão iria mudar: em 1986 começou a reduzir os subsídios ao transporte do carvão e em meados dos anos 80 aumenta substancialmente a importação do carvão metalúrgico.[6]

Como fonte de energia termoelétrica o carvão também se tornou alternativa para a base energética do Brasil, assim como as usinas termonucleares. De iniciativa do governador Jorge Lacerda surge, em 1957, Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

A Jorge Lacerda foi pioneira em Santa Catarina e na região Sul (era a maior geradora na década de 1960). Nos primórdios, a energia era gerada e distribuída de forma isolada. Mas a fundação das subsidiárias da Eletrobras, criada em 1962 pelo presidente João Goulart, permitiu que, ao longo do tempo, essas usinas independentes formassem um conjunto, chamado de sistema elétrico interligado, o atual SIN (Sistema Interligado Nacional). Por isso, o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda acabou incorporado à Eletrosul em 1972, passando ao controle privado – da Tractebel Energia GDF Suez – no final da década de 1990, de acordo com a política de privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).[7]

Assim, finalmente com a abertura do mercado ao produto internacional promovida pelo presidente da república, Fernando Collor de Mello, a produção cai para 1,1 milhão de toneladas em 1990. “O que manterá a economia da região nos trilhos será a diversificação no parque fabril, como a cerâmica, o vestuário, o calçado, o setor químico, o metal-mecânico e o de molduras”.[8]

3 MÃO-DE-OBRA

A demanda por mão-de-obra advinda da exploração do carvão atraiu gentes de todas as partes, verificando-se um crescimento vertiginoso da população de Criciúma e região. Tal massa trabalhadora era de baixa qualificação e de fácil mobilidade migratória por não possuir posses ou deixarem famílias para trás.
Em 1925 Criciúma tinha cerca de 8.500 habitantes. Já na década de 1940 chegou a quase 28 mil pessoas, saltando para mais de 80 mil habitantes nos anos de 1970. Evolução diretamente ligada ao carvão e à diversificação dos novos investimentos nos setores cerâmicos e de vestuário, juntamente com as empresas surgidas a partir desses seguimentos. No quadro a seguir o crescimento populacional a partir de 1940, Wikipédia[9]:

A variação populacional está diretamente ligada à geração de emprego e renda. No caso criciumense, entre as décadas de 1920 e 1980, vê-se claramente a relação com a produção de carvão. Já nas décadas a partir de 1990 a densidade demográfica estabiliza aos patamares da média nacional. No gráfico a seguir esta relação produção/emprego/desemprego torna-se clara, quando verifica-se que em 1996 a taxa de emprego fica abaixo da anotada em 1970.
Gráfico 1 – Trabalhadores diretos nas minas de carvão da região carbonífera entre 1970 e 1996.

A constituição da cidade movidos pelos dos vários setores ligados ao carvão, cerâmica ou vestuário, tais como moradia, comércio em geral, passa a sustentar a demanda conforme é atingida pelo crescimento econômico e populacional. Um dos exemplos é o surgimento de conjuntos habitacionais como da Cidade Mineira (1957) e o da Mina 4 (atualmente bairro Renascer), durante a gestão de José Augusto Hülse (1983-1988).


4 A REAÇÃO À CRISE

O fechamento das minas de carvão em Criciúma, no início da década de 1990, trouxe mudanças drásticas para o Sul de Santa Catarina. Diante da crise abrupta, dada a importação de coque metalúrgico pelo governo Federal, mais barato e de melhor qualidade calorífica, as empresas do setor viram-se sem outra saída senão pararem sua produção. Tal condição resultou em milhares de desempregados. Diante do momento, quando “o número de mineiros empregados diminui de 12.000 para 3.500, o faturamento das empresas passa de US$ 13 milhões a US$ 6 milhões por ano (Gazeta Mercantil, 4/4/1995) A produção carbonífera de Criciúma decresce de 420.000 a 180.000 toneladas no período”[10], ações emergenciais precisavam ser tomadas.
O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Criciúma e Região (Sindivest), à época, Diomício Vidal, reuniu empresários do setor para discutir a situação, pois ninguém estava a salvo, mesmo que a confecção tivesse seu maior faturamento com vendas para outras regiões do país. No encontro foi decidido que as confecções priorizariam a contratação de mão-de-obra das famílias atingidas. “Ficamos muito preocupados com as famílias e precisávamos fazer alguma coisa para amenizar o impacto do desemprego em alta e em tão pouco tempo”, disse Vidal em entrevista a este autor. Naquele momento haviam cerca de 200 empresas ligadas à entidade. O resultado pode ser conferido no gráfico 2, a seguir:

GRÁFICO 2 – Número de trabalhadores no Sul catarinense nos principais setores produtivos em 1994


Concomitante à decisão do sindicato, foi verificado um incremento no número de facções, pequenas e micro, que somente montam as peças para outras empresas como detentoras de marcas (Wrangler, Staroup, outras), e para grandes redes varejistas como a Renner, por exemplo. Da mesma forma cresceu o número de lavanderias industriais, tendo a Acqua Lavanderia como pioneira em meados da década de 1970. Porém, não há registros no sindicato possíveis de serem consultados atualmente.
A estrutura da indústria da confecção vivia um bom momento com grande crescimento. Em 1978, quando surgiu o Sindivest, estavam constituídas apenas 26 confecções em Criciúma. Com o incremento no setor surgiram, além de lavanderias, empresas de insumos para confecções como a Dorlytex, que fornecia elásticos. Nessa época a região contava apenas com a loja de máquinas industriais Peruchi. A partir dos anos de 1980 uma rede de assistência técnica e de fornecedores estava instalada e crescendo juntamente com o segmento. Essa base forte fez com que Criciúma e região superasse o impacto do desemprego nas minas de carvão e seus efeitos não tenham sido tão drásticos.
Prefeito de 1989 a 1992, Altair Guidi, entrevistado por este autor, tomou ações rápidas em parceria com o governador Vilson Kleinubing. Iniciou a pavimentação de ruas com lajotas que absorveu parte da mão-de-obra. Junto com a Associação Empresarial (Acic) incentivou as mulheres a profissionalizarem-se e, como suporte, construiu creches, como a do bairro Boa Vista e no Lapagesse, Centro. “O governo Federal errou ao não preparar a região para o fechamento das minas como fez o governo da Alemanha com o mesmo caso naquele país”, disse Guidi. Para o prefeito a decisão de Collor de Mello atingiu toda a macrorregião Sul, pois o Lavador de Capivari, bem como a Indústria Carbonífera Catarinense (ICC), que produzia insumos a partir do minério, fecharam as portas. Criciúma, sendo polo regional ficara no centro do problema. Contudo, observou Altair, esse momento resultou em mais diversificação da economia local e seu efeito foi positivo com o tempo.



3 CONCLUSÃO

A história de Criciúma revela o quanto circunstâncias inimagináveis podem dar rumos a uma cidade. De uma descoberta acidental, mesmo que posteriormente teria vindo a ser descoberto, o carvão mudou completamente o cenário local e regional. Advindas as grandes guerras mundiais (1914 e 1939) a demanda teve impulso vertiginoso. Não bastasse tais acontecimentos as crises do petróleo de 1973 e 1979 exigiram ainda mais. E veio a estabelecer-se como base energética na produção de eletricidade a partir da década de 1950 com o Complexo Jorge Lacerda.
O município, capitaneando a região, soube superar momentos de intensa crise. No espaço de uma década, apenas um setor, o do carvão, chega a 15 mil trabalhadores e cai para menos de três mil. A ação coordenada de absorção de mão-de-obra e da diversificação da indústria estabeleceram um novo ciclo virtuoso com a cerâmica, o vestuário, indústria química e tantas empresas ligadas a estes setores.
O presente trabalho fez por registrar este momento da economia que afetou direta e indiretamente os cidadãos de Criciúma e região, bem como seus agentes políticos a mostrar o vigor produtivo que permeia o Sul de Santa Catarina.



REFERÊNCIAS


PIMENTA, Margareth de Castro Afeche. Flexibilidade produtiva e vida urbana no sul catarinense. 2003. unuhospedagem.com.br/revista/rbeur/index.php/anais/article/download/2003/1966

FILHO, Alcides Goularti; NETO, Roseli Jenoveva. A indústria do vestuário. Criciúma: Letras Contemporâneas, 1997.

Wikipédia. Criciúma. Acesso em 19 de novembro de 2016. https://pt.wikipedia.org/wiki/Crici%C3%BAma#Evolu.C3.A7.C3.A3o_populacional

Notícias do Dia. Memória de Santa Catarina - Termelétrica Jorge Lacerda rumo aos 50 anos. Acessado em 18 de Novembro de 2016. http://ndonline.com.br/florianopolis/coluna/carlos-damiao/memoria-de-santa-catarina-termeletrica-jorge-lacerda-rumo-aos-50-anos

Câmara de Vereadores de Criciúma. Evolução Urbana e Ciclos Econômicos. http://www.camaracriciuma.sc.gov.br/historia-criciuma-ver/evolucao-urbana-e-ciclos-economicos-12




[1] Câmara de Vereadores de Criciúma.
[2] FILHO, Alcides Goularti; NETO, Roseli Jenoveva. 1997. Pág. 28.
[3] Op cit Pág. 25
[4] Op cit Pág. 25
[5] Op cit Pág. 26
[6] FILHO, Alcides Goularti; NETO, Roseli Jenoveva. 1997. Pág. 33.

[7] Notícias do Dia. Memória de Santa Catarina - Termelétrica Jorge Lacerda rumo aos 50 anos. Acessado em 18 de novembro de 2016. http://ndonline.com.br/florianopolis/coluna/carlos-damiao/memoria-de-santa-catarina-termeletrica-jorge-lacerda-rumo-aos-50-anos

[8] FILHO, Alcides Goularti; NETO, Roseli Jenoveva. 1997. Pág. 34.
[9] Wikipédia.
[10] PIMENTA, Margareth de Castro Afeche.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EXPERIÊNCIA DE ABORTO

Há quase 10 anos servi de amparo para duas amigas que ficaram grávidas sem desejá-lo. Uma de transa de festa de sábado, a outra de um cara com o qual não vislumbrava um relacionamento sério. Ambas me procuraram com o desejo de abortarem.

A primeira teve a bebê e a segunda abortou, mas veio a ser mãe anos depois num relacionamento que perdura até hoje e está muito bem, com um trabalho social de amparo à mães carentes maravilhoso. A que seguiu a gravidez sumiu e dela nada sei.

Não fui juiz, não as condenei por quererem. Apenas ponderei as opções e ajudei conforme podia. Como homem fui pai dedicado e sei que não posso interferir no coração de uma mulher, tampouco sou cartesiano, como se certo e errado fosse como preto e branco.

Houvesse um desejo SUPERIOR de proteção da vida as crianças só nasceriam em lares estruturados, de muito amor e em condições de receberem o melhor da vida. Mas a realidade aponta para a mera humanidade e suas loucuras. Não há verdade suprema que evite o sofrimento, a morte e uma vida mergulhada na escuridão. O tal ''Deus no controle" não existe em se tratando de uma vida vir ao mundo e muito menos de permanecer por aqui até a velhice.

Não ouso supor mundos melhores e ideais. Cabe à minha consciência lidar com fatos e em como a vida é, não como eu gostaria que fosse.

O ABORTO EM NÚMEROS
A queda de mais de 50% na criminalidade nos EUA verificada a partir dos anos de 1990 se deu porque a Suprema Corte liberou o aborto em Fevereiro de 1973. Nos cinco Estados que liberaram antes daquele ano a queda se deu antes. Todas as variáveis foram analisadas para aqueda dos índices, mas somente o aborto explicou-a. Tudo descrito no livro que li este ano E MUDOU MINHA CONCEPÇÃO SOBRE O ASSUNTO, chamado "Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta", de Stephen J. Dubner e Steven Levitt. Aceite os fatos. É melhor que tergiversar sobre o que seria ideal.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

NOTA DE ESCLARECIMENTO - PMC

NOTA DE ESCLARECIMENTO
A respeito do Projeto de Lei 54/2016 do Poder Executivo, protocolado na Câmara de Vereadores no dia 21 de novembro, a Prefeitura de Criciúma vem a público esclarecer que:
- Trata-se de um texto construído a quatro mãos entre Prefeitura e Ministério Público Estadual e tem como objetivo tornar mais transparente a contratação de pessoal temporário. Caso aprovada, define a Lei que a contratação de pessoal que não integra o quadro efetivo do Município (aprovados por concurso público) não seja realizada apenas com análise curricular – como acontece atualmente –, mas, sim, com a aplicação de provas. Tal processo já é realizado na contratação de professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) e corre na mais perfeita normalidade.
- A intenção da Administração Pública Municipal e do promotor Diego Rodrigo Pinheiro, da 11ª Promotoria de Criciúma, foi formalizada em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC 06/2015 00000945-0) com sugestões do próprio Ministério Público para evitar casos de pessoalidade nas contratações.
- Buscar a regularização da contratação de pessoal conforme determina a Constituição Federal de 1988 não significa que a Prefeitura de Criciúma irá se valer de lei apenas para fazer contratações desnecessárias. Isso não ocorrerá e é leviano quem levanta tal hipótese. Amplamente divulgado por toda a imprensa e repercutido em toda a sociedade, a Prefeitura precisou este ano exonerar mais de mil funcionários que estavam exercendo suas funções baseados em leis consideradas inconstitucionais, alguns profissionais já trabalhando no serviço público municipal há mais de 20 anos. Precisaram ser exonerados trabalhadores de todas as áreas, mas principalmente da Saúde. Foram médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos de enfermagem, higienizadores, operadores de máquinas, serventes, e isso provocou um déficit no atendimento ao público. Para normalizar os serviços, a Prefeitura realizou Concurso Público com vagas para todas as áreas e está, de forma responsável e com o único objetivo de não prejudicar o cidadão, reconstruindo seu quadro de servidores ao chamar os aprovados no certame.
- Por fim, a Prefeitura de Criciúma reitera e enfatiza que o Projeto de Lei 54/2016 tem um único objetivo: tornar cada vez mais transparente a contratação de servidores públicos. Qualquer tentativa de desmoralizar o trabalho realizado pelo Ministério Público e pela Administração Municipal é irresponsável e será rechaçado.