quinta-feira, 18 de setembro de 2014

AS FILHAS DERAM PARA O PAI IDOSO

Leia o texto bíblico abaixo, que está em Gênesis 19:31-36. Depois eu comento.

Então a primogênita disse à menor: Nosso pai já é velho, e não há homem na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra;
Vem, demos de beber vinho a nosso pai, e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai.
E deram de beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe de beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos a descendência de nosso pai.
E deram de beber vinho a seu pai também naquela noite; e levantou-se a menor, e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.

Muito bem. Vamos aos fatos!

Ló estava em idade avançada, portanto, ereção não é coisa muito fácil. Possível, mas não podemos dizer que seja como na juventude. Além disso, a embriagues inibe a libido, e mesmo na juventude pode atrapalhar a ereção. Estava tão embriagado que "não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou". Ora, como poderia, estando nessa condição, chegar ao orgasmo? E tem mais, para não se lembrar de algo o sujeito tem que estar quase em coma alcoólico.

Essa é mais uma das insanidades bíblicas.

REDUÇÃO DA FOME NO PAPEL

A insanidade petista não tem limites. Porém, é uma insanidade pensada, articulada e conta, evidentemente, com a ignorância do povo que quer manter. Afinal, um povo instruído não aceita petista. Vamos ao exemplo grotesco da hora.

O diretor-geral da Organização para a Alimentação e Agricultura (Food and Agriculture Organization - FAO) é o petista José Graziano da Silva, ex-ministro de Lula, um dos mentores do Fome Zero. E como todos deveriam saber, esse programa brasileiro ficou no papel. Contudo, para surpresa de uns poucos atentos ele diz de si mesmo, no site da ONU, como segue abaixo:

O relatório também parabeniza o governo por importantes passos institucionais e implementação de marcos legais que possibilitaram os avanços no combate à fome no Brasil. Entre eles, a incorporação à Constituição Federal, em 2010, do direito humano à alimentação adequada e, em 2011, da institucionalização do Plano Nacional de Segurança Alimentar, com destaque ao lançamento da Estratégia Fome Zero, e a implementação, de forma articulada, de políticas de proteção social – como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – e de fomento à produção agrícola – como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA).
(Texto completo AQUI)

Em um contraponto mais que necessário, e não contestado pelo autor da façanha ''oficial", o colunista de Veja, Reinaldo Azevedo declara:

Os petistas adoram dar sumiço em pobre e esfomeado mudando o critério de avaliação. Nunca antes na história deste país e deste mundo um partido usou tão bem a estatística para melhorar a realidade desde que isso seja do seu interesse. Em 2013, a FAO concluiu que 7% dos brasileiros passavam fome. Aí se passou a considerar as refeições servidas fora de casa, como restaurantes populares e merenda escolar, e pimba! Os 7% viraram 1,7%. Com mais uma “mudança de critério”, pode-se chegar a zero, certo?

Enfim, não bastasse colocar que os bolsistas estão entre os empregados, como se carteira assinada tivessem, os nobres mandatários do país vêm com mais essa propaganda enganosa.

O QUE SÃO 100 MIL?

Não considerei nenhum problema os 100 mil em carro de cabo eleitoral de Ronaldo Benedet, apreendido pela Polícia Federal no oeste do Estado. Afinal, os gastos de campanhas estão evidentes e não sejamos romantiquinhos em achar que seria possível fazer campanha sem muito dinheiro. Mas vamos a alguns dados que exemplificam o que digo através de informações, de limite de gastos de campanhas de alguns candidatos declarados ao TSE, disponíveis no site desse Tribunal.

RONALDO BENEDET (1509)
Limite de Gastos: R$ 4.000.000,00

JORGE BOEIRA (1105)
Limite de Gastos: R$ 5.000.000,00

JOSÉ PAULO SERAFIM (1300)
Limite de Gastos: R$ 2.000.000,00

CARMEN ZANOTTO (2323)
Limite de Gastos: R$ 4.000.000,00

Para conferir de outros candidatos clique AQUI.

Quanto ao rapaz tentar fugir. Bem, as possibilidades são várias: de origem escusa à simples reação de quem nunca andou com tanto.

O RACISMO DE KARL MARX

Vejam só como são as coisas. Os seguidores de Marx, que se arvoram defensores das minorias, dos oprimidos, dos excluídos, sequer são capazes de entender o que seu mestre pensava. Vamos ao exemplo: "As classes e as raças, fracas demais para dominar as novas condições de vida, devem ceder". Disse ele ao New York Daily Tribune, em 22 de Março, de 1853. ("The classes and the races, too weak to master the new conditions of life, must give way.")

A despeito de ser ou não uma premissa verdadeira, essa frase e o todo de seu pensamento, demonstra que ele foi absurdamente preconceituoso sob dois aspectos: coletivismo, negando ao indivíduo o ser distinto de seu meio e, por óbvio, faz uma clara e inequívoca distinção de raças (etnias).

Não vamos negar que o meio influencia o indivíduo, o qual, em geral, deixa-se conduzir pela maioria (deixar-se é muito diferente de ter que seguir por uma imposição externa). Essa, por sua vez, é o resultado da soma dos indivíduos. A cultura é uma forma de determinismo, mesmo sendo espontaneamente mutável. E em se tratando de grupos étnicos vemos que uns se sobrepõem a outros, nos mais diversos aspectos. Contudo, não explica o todo do nosso comportamento. Tampouco explica as possibilidades de nossa vontade pessoal, íntima.

O fato dele pensar assim não me surpreende, bem coisa de sua época, tampouco digo que está errado. Afinal, os brancos europeus tornaram-se mais poderosos por seus próprios méritos, com sangue, brigando por espaço e poder. Não ganharam nada pelo fato de serem brancos, de olhos azuis. Enquanto isso, nos mesmos períodos, os negros africanos travam lutas tribais, não desenvolveram tecnologias, altamente escravocratas e o resultado é o que todos veem. O que chama a atenção é que seus seguidores não reconhecem isso em seu próprio mestre. Ao dividir a humanidade em Capital e Trabalho ousou eliminar a diferença entre as raças. Eis uma contradição.

De todos os erros do pensamento marxista, o coletivismo, traduzido há décadas através do socialismo, é o mais agressivo. Apesar de sua vida pessoal não apontar na direção de sua pregação o tratamento dado ao indivíduo, subordinado aos interesses do todo, torna seus princípios ideológicos coisa para tolos.

E é de tolos a composição da massa que segue esse sujeito.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

1964, A DESONESTIDADE HISTÓRICA DA ESQUERDA

No Debate Aberto da Som Maior (FM 100,7 de Criciúma) eu disse que guerrilheiro era bandido e estavam organizados de antes de março de 1964, inclusive no Brasil. Fui desafiado a dizer de onde tirei isso, já que a esquerda presente ao programa não aceita que seja a verdade. Bastou perguntar em que ano Castro e Chê dominaram Cuba... 1959.

Contudo, quando a desonestidade histórico/intelectual não permite a razoabilidade nada há que se fazer. Uma das limitações desse povo é não admitir que o contexto de 1964 é o da Guerra Fria e de todo o movimento esquerdista da América Latina. O Brasil era apenas mais uma das etapas de confisco de poderes desses corruptos travestidos de libertários.

Para esses tais a condecoração de Chê Guevara, concedida pelo presidente Jânio Quadros, em 1961, foi apenas um ato diplomático, sem significação, sem motivação política, sem que tenha à sua volta uma série de outros acontecimentos. Fatos com vistas à organização para tomada de poder pela força.

A desonestidade que envolve os fatos da época tornam muitíssimo mais difícil a discussão daquele momento histórico. E, por conta disso, a distorção impera, inclusive nas mentes frágeis dos nossos jovens nas escolas. Diante disso, assim como alguns outros, comento para que contribua com a verdade.

Antes que se levante um imbecil, analfabeto funcional, devo dizer que este texto não é um apoio à quaisquer crimes de agentes do Regime Militar.

sábado, 13 de setembro de 2014

É MANOEL...

A tentação de Jesus no deserto, antes de começar seu ministério, logo após seu batismo (que por si só é absolutamente estranho à sua condição de Filho de Deus), é um dos muitos casos em que salta aos olhos o quanto mitológico é este livro chamado de Bíblia. Não bastasse o Dilúvio e a passagem pelo Mar Vermelho, vemos logo no início dos evangelhos, no capítulo quatro de Mateus, algo interessantíssimo que mantém-se vivo às custas da pouca ou nenhuma observação de coisas óbvias. Aliás, o óbvio é uma desgraça na teologia, pois ela o nega nas mais das vezes.

Antes de tudo vale lembrar que Jesus teria tido em seu batismo uma experiência sobrenatural que certamente o preparou para tudo o que viria pela frente, inclusive uma investida de seu inimigo. Nesse episódio, igualmente mitológico, viu a pomba vir sobre si e ouviu a voz de Deus: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3:17). Até eu, em passando por isso, estaria preparado.

Mas vamos ao texto e é nele que deve estar atento qualquer intérprete, crente ou descrente.

"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo."
Vê-se que passar pela tentação não teve a anuência de quaisquer pessoas humanas. Ninguém exigiu teste algum para ele tornar-se Mestre. O Diabo, por sua vez, não fez um desafio como no caso de Jó, tampouco Jesus foi consultado. O texto apenas diz que o Espírito o levou, sem dizer qual o objetivo da tentação, sem qualquer explicação, excluindo Jesus de ir por sua própria vontade, montado num burrico. Ora, como conceber que os três envolvidos (Pai, filho e o bastardo) tinham dúvidas sobre a capacidade ou incapacidade dele de resistir a um ser que conhecia muito bem? Eram conhecidos de longa data. Só o desconhecido ou o que de fato desejamos nos tenta. Somente aquilo que supomos ser melhor ou dar prazer pode nos encher os olhos. Além disso, um cara que acaba de ser milagrosamente transportado vai deixar-se seduzir? Eis o óbvio: Não!

Estaria Jesus pondo-se à prova para mostrar a si mesmo que era mais que humano? Poderia, mas para tanto não precisaria ser milagrosamente conduzido, bastaria o cotidiano para tal. Poderíamos supor que foi uma determinação divina, do Pai. Coisa que me parece ainda pior, haja vista que Ele conhece a natureza de todos, do que são capazes e incapazes, dos seus desejos mais íntimos.

Se parece ruim, pode piorar: o Diabo recebeu Jesus numa situação em que poderia derrota-lo. Da mesma forma, o tal sabia da natureza do Messias. É impossível aceitar a possibilidade, a de tentar um Deus! Ah, Jesus estava na condição humana e não de Deus. Puxa, olha a Trindade sucumbindo. Mas mesmo assim, o Diabo poderia derrotá-lo? Essa derrota seria derrotar o próprio Deus em seu plano salvador. Bem, só se estabelecermos a possibilidade das profecias não serem cumpridas. E pode isso? Não seriam profecias.

"Nem só de pão viverá o homem..."
Chega a ser engraçado supor que a palavra de Deus nos sacie a fome física. Sim, ele estava com fome e o Diabo o desafia a prover-se de pão, o que tem tudo a ver. A resposta é dada numa outra direção, como se não entendesse a proposta ou estivesse delirando. Bastava um ''Não quero!". Se pretendia dar uma lição falou à pessoa errada. Ou, se a lição fosse para nós, numa alusão ao alimento espiritual, fê-lo de forma ridícula, pois certamente haveria de comer, tanto que foi alimentado por anjos. Ou seja, não transformou as pedras mas foi servido por anjos. Ora, muito maior tentação seria 40 dias sem comer diante de um banquete num palácio! E mais, se Jesus tinha poder de transformar pedras em pães desfaz-se sua ''natureza humana'' que muitos usam como argumento. Sim, se ele não pudesse fazer isso o Diabo não daria como sugestão.

"Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo"
Outro feito milagroso, espetacular, poderoso, o de ser transportado dessa forma. Um poder dado ao Diabo pelo próprio Deus. O Inimigo usa um belo argumento com vistas a Jesus assombrar os transeuntes com um feito impossível aos homens: "porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra." A despeito do momento vê-se que ao fim não foi alvo dessa providência. Contudo, é interessante observar que ele vai sem relutar. Ora, poderia dizer "Não transportarás o Senhor teu Deus". Como supor tal sujeição? Ao mesmo tempo Jesus não tem qualquer receio de mostrar-se poderoso em outro momentos ao multiplicar pães e peixes, por exemplo. Ao responder "Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus." Tá, e queria que Satanás respeitasse algum princípio de conduta? Além disso, Jesus se coloca como Deus num momento de condição humana. Isso apenas reforça a ideia de que a tentação e nada é a mesma coisa, pois Jesus estava no controle.

"Novamente o transportou o diabo a um monte muito"
Novamente Jesus é movido sem esboçar vontade. Que poder é esse que o Diabo tem? Poderia mover corpos de um lado para outro? Fê-lo apenas neste caso? Afinal, ninguém pode alguma coisa que Ele não permita e não dê.

"Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares."
Esta é a parte mais interessante. Ridículo pensar que o Diabo estivesse mentindo sobre ser dono justamente para quem sabia da verdade. Quem deu ao Diabo a posse dos reinos? Dizem alguns que os próprios homens o deram através de suas vidas pecaminosas. Então esses reinos eram dos humanos e estes entregaram sem se aperceberem do que estavam fazendo. Entrega inconsciente de posse é forçar demais. O que se vê é que os seres humanos buscam desesperadamente contato com este Deus, não o contrário. Se tomou o fez contra a vontade do Pai que, em tese, é dono de tudo. Teria poderes para tal? Certamente que não. O Eterno deixou que acontecesse ou os deu? Sim, Deus deu os reinos ao Diabo, mesmo que por omissão e negligência.

Mesmo assim, qual o problema se o Salvador tomasse a posse de tudo? Não poderia resolver todas as pendengas que surgem entre humanos? Poderia. Pior ainda é pensar que Jesus deixaria de ser Jesus por um ato de adoração a quem estava submetido ao Pai. Como, por tudo que é mais sagrado, podemos supor que a natureza dos envolvidos, seus poderes e desejos, mudariam se cedesse à essa proposta que somente ambos saberiam? A postura física, de curvar-se, tem tal poder? Não, não tem. Não existe "ex-filho"!

Mais um pouco. Ora, e os tais reinados deixariam de ser pecaminosos se passassem para as mãos de Jesus? Bem, Jesus negou-se em ser dono e quem é dono manda. Teria sido a oportunidade máxima de consertar tudo que havia de errado. Diriam outros, que isso não fazia parte dos planos. Sim, então porque a necessidade de ser tentado e justamente com a possibilidade de por ordem na casa de uma forma que não queria? Em entregando os reinos que poder teria Satanás sem tal patrimônio? E nada impediria Jesus de manifestar sua pregação, nem morrer na cruz, mesmo sendo dono do mundo como de fato o é. Afinal, como Filho e uno com o Pai, ser dono dos reinos do mundo é muito menos que o todo que possui.

Os cristãos explicam que as riquezas dos reinos poderiam atrair Jesus e faze-lo mudar seus planos. Puxa, e qual o problema se um não exclui o outro? Como deixar de ser o Salvador porque passa a ser dono do ouro e da prata, a mesma riqueza que no Velho Testamento era de seu Pai? É um pensamento ignóbil achar que riqueza atrapalharia quem está na condição de Filho de Deus, cuja vida pregressa estaria muito acima de quaisquer bens.

Conclusão
Como esse tipo de piada nunca se esgota, não só o Espírito levou Jesus, mas o próprio Diabo o faz (verso 5). Que condição tem esse Inimigo de pegar Jesus e levar daqui para ali? Um poder dado pelo próprio Deus a alguém que tem como inimigo. Jesus se deixa tratar assim e isso soa tão normal para esses cristãos que imagino não estar diante dos mesmos fatos.

Calma que tem mais: “Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus” (verso 7). Puxa, é mais ou menos o mesmo que dizer para um bandido: “Não furtarás”. Como supor que Satanás estaria interessado em cumprir preceito divino?

Outro detalhe: “Vai-te, Satanás… Então o diabo o deixou” (versos 10 e 11). Jesus dá uma ordem e é obedecida imediatamente? Sim, é. E por que não o fez tão logo o capeta o tentou pela primeira vez? Quanto a isso só me ocorre deixar-se submeter à situação.

Bem, não havia, como não há, maneira de ludibriar a Deus, nem a seu Filho, pois não deixariam de ser Pai e Filho se sucumbissem. Também não podemos colocar Satanás como um tolo, já que rivaliza com o Todo-Poderoso, a quem conhece na essência. Não havia determinação humana para que Jesus fosse testado. Da mesma forma a incredulidade humana não parece ter diminuído ou aumentado com este episódio. Ou seja, para nada serviu. Ainda mais que não houve testemunhas.

Vê-se que se trata de mais um mito, da crendice que surge da imaginação humana e, como é fruto da credulidade e tradição oral da antiguidade, não resiste a um mero questionamento como este.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DIREITOS X PRIVILÉGIOS E O ESTADO MÍNIMO

Não existe a menor possibilidade de justiça social com privilégios. Privilégio significa retirar de um para dar a outro e isso não será Justo jamais. O Bolsa-Família expressa essa relação, quando o governo impede o país de crescer a ponto de gerar condições de empregabilidade ao povo de áreas mais distantes dos grandes centros e arrota virtudes de estender benefícios. Nenhum benefício será maior e melhor que cada um conquistar aquilo que precisa. O BS é uma vergonha nacional e nenhum dos principais postulantes à presidência é capaz de colocar a coisa nos trilhos.

Nossa sociedade está transformando privilégio em direito. E qual a diferença? Direito é o que você não pode ser impedido de ter. Por exemplo, eu tenho o direito à casa própria, portanto, em havendo condições pessoais para tal, nada pode me impedir. É diferente de ganhar uma casa apenas pelo fato de eu não ter uma.

A justiça social se dá exatamente porque terá a casa quem por ela lutar dentro da Lei. Cada vez que alguém ganha alguma coisa do poder público um outro pagou, outro bancou sem direito a questionar. Isso é "injustiça social". Por isso o crescimento econômico, a livre iniciativa com concorrência clara e o Estado mínimo transferem justiça social à população, já que gera condições para que o cidadão adquira o bem que necessita, não necessariamente, o que deseja.

O discurso recorrente dos políticos vai na direção do privilégio, não do Direito, porque agrada o eleitor, e cria uma dicotomia com o que deseja a parcela produtiva da população, que quer conquistar. Mas tudo isso está muito misturado. O eleitor não tem clareza do que quer, os políticos tentam afinar o discurso e a economia exige nova postura do governo central.

O fato é que o Estado atrapalha o mercado também porque está gerando muitos privilégios, inclusive aos seus asseclas, e isso tem um custo violento. A máquina pública está pesada e altamente burocrática. Voraz por impostos porque quer ser cada vez maior e presente na vida das pessoas. Um erro grotesco.

Convenhamos, tal a forma como foi (des)organizado este país temos um desafio que nenhum partido encampou até o momento. Está na hora de colocar as coisas nos seus lugares e dizer àqueles sanguessugas do erário que vão ganhar muito mais se largarem a teta, reduzindo o Estado. Sim, quando a Nação cresce todos ganham, inclusive os sanguessugas. De qualquer forma vale como consideração, como provocação.