terça-feira, 19 de janeiro de 2016

QUAL O MELHOR PREFEITO DE CRICIÚMA?

Dizer que Clésio Salvaro foi o melhor prefeito de Criciúma é rasgar a história desta cidade e dar a si mesmo um atestado de idiota. Enfim, está na hora de colocar as coisas em seus devidos lugares. Vamos aos exemplos.

Algemiro Manique Barreto foi prefeito de 1973 a 1977. Abriu e pavimentou a Avenida Centenário (obra encaminhada pelo antecessor, Rui Hülse), fez a rodoviária, Vila Olímpica, rodovia Luiz Rosso, pavimentou 570 quilômetros de ruas por toda a cidade, ampliou e reformou o Bairro da Juventude, fez 23 centros comunitários, além da retificação e canalização do Rio Criciúma. Também foi deputado estadual (1979 - 1983). Sempre pela Arena, que apoiava o Regime Militar.

Mais!

Só a integração de ônibus e seus terminais, de Eduardo Moreira (PMDB), 1993-1996, é representa muito mais que tudo do Salvaro. Moreira urbanizou todo o bairro Cristo Redentor que era um amontoado de casas sem qualquer organização e um antro de bandidagem. Os distritos industriais expandiram-se em sua administração.

As obras de saneamento e esgotamento feitas pelo Altair Guidi (Arena), dos mandatos de 1977-1983 e 1989-1992, superam as do Canal Auxiliar em benfeitoria à população, principalmente as mais necessitadas com a da Vila Manaus. Guidi também alargou a Centenário.

José Augusto Hülse (PMDB), 1983-1988, expandiu a assistência médica com mais postos de saúde. Ampliou a rede de centros comunitários, como o do bairro Ceará, por exemplo. Deu início ao porto seco que ainda não está conforme as necessidades das empresas de transporte. Também iniciou um programa de moradias populares na Mina 4, hoje Renascer, que foi abortado com algumas unidades prontas e outras apenas no alicerce por causa das invasões de populares. Além disso canalizou o crescimento da cidade para a região da Próspera.

O último prefeito a fazer uma via nova (av. Chile) e construir uma escola (Jardim Angélica) foi Paulo Meller (PMDB), 1997-2000. Lajotou mais de 200 quilômetros de ruas, pavimentando comunidades inteiras como a Vila Miguel, Vila Manaus, Laranjinha e Promorar na Santa Luzia. E mais 110 km de asfalto. Além disso ganhou prêmio nacional na Saúde com pioneirismo dos 24 Horas. Também enfrentou a maior crise da história de Criciúma no setor com o descredenciamento do São João Batista e fechamento do Santa Catarina. Não só reverteu a crise como deu mais opções ao cidadão.

O último a beneficiar o comércio de bairro foi o Anderlei Antonelli (PMDB), 2005-2008, com a reforma da avenida Universitária. Também iniciou a reforma da Luis Rosso. Décio também fez alguma melhoria no centro do Rio Maina.

Décio Góes (PT), 2001-2005, foi premiado nacionalmente com seus programas voltados às crianças e fez a última reforma da Luiz Lazzarin.

Agora compare tudo isso com Salvaro, 2009-2012, que não abriu uma única via estrutural nova e não passou de reformas em prédios já existentes. De realmente novo somente o Parque das Nações, projeto de Décio Góes. Além de ter deixado um encrenca com o Ministério Público na obra fraudulenta do Complexo Educacional, a qual forçou Márcio Búrigo a se livrar ou amargar um rombo ainda maior nas contas da prefeitura. O canal auxiliar teve todo o levantamento topográfico e demais estudos, demorados inclusive, feitos por Décio e Antonelli, cabendo a este último a viabilidade financeira para o projeto, cujos recursos vieram do governo Federal.

* Como Márcio Búrigo ainda não terminou seu mandato fica de fora deste texto. Contudo, vale lembrar que foi constantemente perturbado pelas fofocas de Salvaro, além de ter recebido pesadas dívidas.
* As informações de cada administração serão atualizadas na medida em que novos dados chegarem.

sábado, 16 de janeiro de 2016

CLÉSIO SALVARO EM VERSOS

Clésio Salvaro, o transformista.
Tem maioria como avalista.
Mas na realidade faz manipulação
É um mero enxadrista.
Muda de versão e até de opinião.
Faz a pauta de jornalista.
De bicicleta no Rincão.
Para o STF de avião.


Clésio Salvaro, o transformista. 
De carniça para abutre em uma eleição. 
Desafetos só fez por aumentar a lista.
O que não mudou foi o apreço por podridão.

Clésio Salvaro, o transformista.
Acusava Moreira de perseguição.
Dizendo não andar na mesma pista.
Ao final mostrou sua intenção.

Clésio Salvaro, o transformista.
Fazia campanha por amor.
Até foi candidato altruísta.
Humildade falsa, já que quer voo de Condor.

Clésio Salvaro, o transformista.
Em Siderópolis foi voto por tijolo
Em Criciúma atacou de lajota.
Por fim, à dignidade deu o bolo.

Clésio Salvaro, o transformista.
Na prática forjou aluguel.
No discurso respeito ao erário.
O tempo fez cair o seu véu.

Por André Roldão.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

UMA "HERANÇA" DA ESCRAVIDÃO






"Na África, indaguei ao rei da minha etnia por que nos venderam como escravos"

Por BBC  - Atualizada às 

O povão me encarava como uma novidade: eu era o primeiro brasileiro de origem tikar a pisar ali. Mas também fiquei chocado com a pobreza. As pessoas me faziam inúmeros pedidos nas ruas, de camisetas de futebol a ajuda para gravar um disco. Não por acaso, ali perto o grupo fundamentalista Boko Haram (originário da vizinha Nigéria) tem uma de suas bases e conta com grande apoio popular.

De manhã, fui me encontrar com o rei, um homem alto e forte de 56 anos, casado com 20 mulheres e pai de mais de 40 filhos. Ele se vestia como um muçulmano do deserto, com uma túnica com estamparias e tecidos belíssimos.

Depois do café da manhã, tive uma audiência com ele numa das salas do palácio. Ele estava emocionado e curioso, pois sabia que muitos do povo Tikar haviam ido para as Américas, mas não para o Brasil.

Fiz uma pergunta que me angustiava: perguntei por que eles tinham permitido ou participado da venda dos meus ancestrais para o Brasil. O tradutor conferiu duas vezes se eu queria mesmo fazer aquela pergunta e disse que o assunto era muito sensível. Eu insisti.

Ficou um silêncio total na sala. Então o rei cochichou no ouvido de um conselheiro, que me disse que ele pedia desculpas, mas que o assunto era muito delicado e só poderia me responder no dia seguinte. O tema da escravidão é um tabu no continente africano, porque é evidente que houve um conluio da elite africana com a europeia para que o processo durasse tanto tempo e alcançasse tanta gente.

No dia seguinte, o rei finalmente me respondeu. Ele pediu desculpas e disse que foi melhor terem nos vendido, caso contrário todos teríamos sido mortos. E disse que, por termos sobrevivido, nós, da diáspora, agora poderíamos ajudá-los. Disse ainda que me adotaria como seu primeiro filho, o que me daria o direito a regalias e o acesso a bens materiais.

Foi uma resposta política, mas acho que foi sincera. Sei que eles não imaginavam que a escravidão ganharia a dimensão que ganhou, nem que a Europa a transformaria no maior negócio de todos os tempos. Houve um momento em que os africanos perderam o controle.




"Se qualquer pessoa me perguntar de onde sou, agora já sei responder. Só quem é negro pode entender a dimensão que isso possui", relata arquiteto - Foto Divulgação


Um intelectual senegalês me disse que, enquanto não superarmos a escravidão, não teremos paz – nem os escravizados, nem os escravizadores. É a pura verdade. Não dá para tratar uma questão de 500 anos com um sentimento de ódio ou vingança.

A viagem me completou enquanto cidadão. Se qualquer pessoa me perguntar de onde sou, agora já sei responder. Só quem é negro pode entender a dimensão que isso possui.

Acho que os exames de DNA deveriam ser reconhecidos pelo governo, pelas instituições acadêmicas brasileiras como um caminho para que possamos refazer e recontar a história dos 52% dos brasileiros que têm raízes africanas. Só conhecendo nossas origens poderemos entender quem somos de verdade."

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MB DIZ PORQUE QUER UMA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 037/15
Criciúma, 27 de novembro de 2015.


Senhor Presidente e Senhores Vereadores,

Incluso, remeto à análise e aprovação dessa Colenda Câmara Legislativa, Projeto de Lei que “Dispõe sobre a extinção da Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma – ASTC e a criação da Secretaria Municipal de Segurança Pública, e dá outras providências”.

O crescimento da violência em todo o Brasil é cada vez maior, e no município de Criciúma o panorama não é diferente, exigindo do Poder Público Municipal cada vez mais responsabilidades no tocante à segurança comunitária e a proteção dos bens públicos.

Nos últimos anos, progressivamente, observou-se uma mudança paradigmática na maioria dos municípios brasileiros. A segurança pública, hoje, vem se tornando protagonista na execução das políticas públicas municipais, exigindo uma maior especialização e estruturação para, assim, poder efetivar políticas de segurança comunitária, preventivas e ostensivas, criando uma maior articulação com os órgãos competentes dos Estados e da União.

Por assim, mais do que nunca, urge necessária ao município de Criciúma a criação de uma Secretaria especializada em segurança pública municipal, proporcionando uma efetiva, planejada e organizada participação do município no combate direto à criminalidade, priorizando a segurança dos cidadãos que vivem em nossa cidade.

Além do mais, diante dos novos paradigmas legislativos federais, mormente a Lei 13.022 de 08 de agosto de 2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, vem à tona a necessidade de regularização e adaptação normativa da Guarda Municipal de Criciúma.

Também se observa que desde a sua criação, pela Lei 5.390 de 06 de novembro de 2009, a Guarda Municipal de Criciúma carece de devida estrutura administrativa, para assim proporcionar mínimas condições para ela atingir o que dela se espera, ou seja, ser efetivamente uma ferramenta importante na segurança comunitária.

Com a inevitável criação de uma Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma – ASTC tem por extinta sua atribuição de zelar pela segurança pública municipal, restando apenas às finalidades relacionadas ao trânsito e aos serviços de transporte, o que será absorvido pela Diretoria de Trânsito e Transporte a ser instituída no âmbito da novel Secretaria.

Portanto, a extinção da Autarquia de Segurança, Trânsito e Transporte de Criciúma é medida salutar tanto aos cofres públicos como para a população criciumense, que poderá usufruir de serviços públicos mais eficientes, especializados e estruturados dentro da administração municipal.

Expostos os motivos, portanto, reitero a Vossa Excelência os protestos de minha elevada consideração, encaminhando à deliberação dessa nobre Casa Legislativa, este projeto de Lei nos termos do art. 34 da Lei Orgânica municipal.



Atenciosamente,

MÁRCIO BÚRIGO

Prefeito Municipal

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS

O cu, ou ânus, como preferirem, tem inervações conectadas às genitálias. Daí o prazer que alguns homens e mulheres sentem. Fiz o teste com uma ficante e minhas inervações se mostraram desconectadas, como alguns homens e mulheres. Assim, você, macho, hetero, fodedor, não precisa focar suas preocupações nessa área do corpo, pois tanto prazer, quanto não-prazer estão dentro da normalidade dos desejos humanos.

O crucial deveria ser o que se faz com o "cu intelectual". Sim, aquele que fica dentro da caixa craniana, de onde saem as mais comprometedoras merdas existenciais.

Via de regra os homens estão mais preocupados com sua aparência de virilidade, aquela produzida em academias com esteroides, com carros e roupas, mesmo que nas mais das vezes não seja exatamente o que interessa às mulheres bacanas. Sim, interessa às frívolas. Contrapondo-se a isso as mulheres mais interessantes, aquelas que nos dão prazer multiplicado além da cama, buscam homens com atividade intelectual acentuada. Somado a isso vem a liderança, a articulação mental, envolvimento com causas e não com o bar.

Nesse aspecto as mulheres seguem muitíssimo mais inteligentes que homens. Seguem com critérios mais elevados e, portanto, privilegiam os melhores. Dai, também, advém o grande número de mulheres solteiras, haja visto a raridade de homens que as valham.

Uma pequena amostra do que interessa e não do que se precisa.


Mais que tudo isso a sociedade reflete a soma da intelectualidade recorrente. E a nossa pena com um nível lamentável. Uns poucos sofrem com a estupidez de uma maioria galopante. E não se vê quaisquer sombras de mudança com essa gurizada do boné de aba reta, carro rebaixado, som nas alturas, que mal sabem escrever o próprio nome e com educação formal paupérrima.

Brasil, um país de tolos!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

PREVIDÊNCIA E PREVISÃO

O déficit do INSS, de janeiro a novembro de 2015, chegou a R$ 88,86 bilhões. Ou seja, esse dinheiro representa um saldo negativo entre o que o Instituto arrecada e o que tem que pagar com custeio, funcionários, investimentos, aposentadorias e benefícios. E a tendência é piorar com o envelhecimento da população. Assim, óbvio, um dia haverá mais beneficiários que contribuintes.

Há alguma solução para um equilíbrio e esses R$ 88,86 bilhões serem usados em infra-estrutura, por exemplo?

Na minha modesta visão o preço a ser pago é ainda mais alto. Não há razão alguma para governo ter previdência. Não é sua função. Cada um que cuide de seu futuro, afinal, temos uma vida para nos proteger das dificuldades advindas da idade. Assim, é a sociedade que deve prover suas formas. Hoje temos muitas alternativas na iniciativa privada. Sim, essa mesma que visa lucro. Ora, sem lucro, sem serviço. Portanto, a única saída é o fechamento do INSS. Os novos cidadãos que procurem no mercado ou façam suas economias.

O preço a ser pago é altíssimo, mas em 25 ou 30 anos estará absolutamente resolvido. Assim tivessem feito há 25 ou 30 anos e não estaríamos pagando essa conta absurda. Ou, nem era para ter INSS. Mas o populismo faz essas bobagens!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O CU E A CALÇA

Há muitas frases tão idiotas quanto as vezes que são citadas. Pior, travestidas de virtude. Um exemplo: "Opinião é igual a cu, todo mundo tem!". Errado! O que há em profusão são palpites e cu, além de nem sempre ser usado, é tão comum quanto sovaco. "Opinião é igual a sovaco, todo mundo tem!". Por suposto, tenho na opinião algo minimamente embasado, ao contrário do palpite.

Contudo, a desfaçatez recorrente vai além. Muito além. Opinião não pode ser contestada? Ora, e não é a opinião uma contestação? Sim, é. Mesmo que seja concordando com uma outra. Assim, por óbvio, é da natureza do "dar opinião" trazer consigo a contestação.

Afinal, se a contestação pode e deve contestada, essa nova contestação da mesma forma. É um ciclo de visões sobre o tema em questão.

E, como não custam em piorar o ruim, vêm com papo de respeito. Contestação jamais será desrespeito. A única forma que me ocorre de desrespeito à opinião é de não permitir sua expressão. "Você não pode falar isso", ou "Respeita a fé dos outros..." são comuns nesses anencéfalos. É coisa de gente que faz muito mal uso da capacidade de pensar.

Ah, sim, opinião e contestação são Cu e Calça...